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Seleção Brasileira encara a Alemanha, hoje, no Mineirão

Vencedor garante vaga para a decisão, no Maracanã

Embora não possa mais jogar nesta Copa do Mundo, Neymar foi o assunto principal na véspera da partida entre Brasil e Alemanha, marcada para esta terça-feira (8), a partir das 17h, no Mineirão, em Belo Horizonte (MG).

Do lado brasileiro, o técnico Luiz Felipe Scolari negou que o grupo ainda esteja abalado com a lesão do camisa 10, mas garantiu que a Seleção Brasileira vai jogar também por ele quando entrar em campo. Já o treinador alemão Joachim Löw lamentou a ausência do craque, mas negou que a Alemanha tenha se tornado favorita em função disso.

“A motivação adicional que temos para acrescentar é a passagem para cada etapa. O Neymar, ao nos deixar, deixou muito dele conosco e levou muito de nós com ele. Mas nós já terminamos essa fase de envolvimento nesse aspecto. Os jogadores entenderam que a parte dele já está feita e que agora é a nossa parte que temos que fazer. Esse jogo é importantíssimo, pode nos levar a uma final. É um jogo que vamos jogar não apenas por nós, mas por todo o País, por tudo aquilo que sonhamos e, também, um pouco de cada um de nós pelo Neymar, por tudo que ele fez pela gente”, disse Felipão.

Mensagem

Antes de responder as perguntas da imprensa, o técnico Joachim Löw fez questão de mandar uma mensagem para Neymar. “Antes de falarmos sobre nós mesmos, queria dizer algo sobre Neymar. Sentimos muito por nós e pela Seleção Brasileira que ele esteja lesionado e que seja algo muito sério para ele, para o time e para o pPaís. É uma situação terrível. Teríamos gostado muito de vê-lo em campo e gostaria de desejar sua pronta recuperação e que ele volte a jogar em breve”, afirmou.

Com a ausência do camisa 10, Felipão terá de mudar a equipe, mas preferiu manter o mistério e não quis adiantar a escalação. “Se eu jogar com três volantes, uma das condições que posso jogar, vou dar mais liberdade aos laterais. E se jogar com dois homens, vou dar um pouco menos de liberdade, mas vou acrescentar uma situação diferente para causar algum prejuízo à Alemanha”, limitou-se a dizer o treinador.

Felipão terá a volta do volante Luiz Gustavo e pode manter Paulinho e Fernandinho no time. Assim, teria maior poder de marcação e poderia liberar mais os laterais. Com isso, Daniel Alves, que tem um perfil mais ofensivo, poderia voltar à lateral-direita, no lugar de Maicon, que jogou as quartas de final contra a Colômbia. Felipão também pode optar pelo meia Willian no lugar de Neymar ou até o atacante Bernard.

Suspenso

Outra ausência será o zagueiro Thiago Silva, que levou cartão amarelo na vitória sobre a Colômbia e está suspenso. O substituto mais provável é o zagueiro Dante, que joga no Bayern de Munique, da Alemanha. O capitão da equipe deve ser o também zagueiro David Luiz.

Para Thiago Silva, o time saberá suprir as ausências nesta terça. “Da mesma forma que o Luiz Gustavo esteve fora no último jogo, eu disse a ele que a missão dele nessa Copa não tinha acabado, que a gente iria ganhar o jogo por ele. Também tenho certeza de que a minha missão não acabou nessa competição. Acho que as coisas estão acontecendo para juntar o grupo ainda mais. Brasil e Alemanha é sempre muito disputado, um clássico do futebol mundial, eu infelizmente não vou poder estar em campo, mas estou tranquilo porque todos os jogadores estão tranquilos. Se depender de mim, meu coração vai estar dentro de campo para ajudar, e de repente vai ser esse o diferencial, o meu coração vai estar dentro de campo assim como o coração do Neymar”, afirmou.

Respeito mútuo

Assim como Löw, Felipão não vê favorito para a partida. O técnico elogiou bastante a Alemanha, mas avisou que o Brasil terá de se impor. “A Alemanha mostra um equilíbrio em todos os setores. Tem um plano de jogo muito bom e não vamos nos esquecer que esse time vem há seis anos se organizando. Vamos respeitar tudo da Alemanha para que a gente também possa se impor como equipe. Temos um padrão de jogo e vamos tentar imprimir nosso padrão. Respeitamos e vamos tentar nos fazer respeitar”, garantiu.

Para Löw, a Alemanha terá de superar não apenas o time brasileiro, mas a torcida. “Tenho certeza de que todos estarão em campo lutando pelo Neymar, pelo País. A semifinal é sempre algo muito especial, e aqui temos o Brasil jogando com 200 milhões de torcedores. Ou seja, é o País inteiro, a energia de todo o País. Com certeza é algo singular. Mas temos certeza do que podemos entregar, e se conseguirmos entrar dessa maneira, acho que temos boas chances”, disse.

“Acredito que o Brasil amanhã irá liberar toda a sua paixão, todas as suas emoções fortes, colocá-las nesse jogo. Isso é óbvio e foi fácil de ver nos jogos anteriores e aqui nesse estádio acho que qualquer ataque que se aproxime do gol será acompanhado por gritos e todo esse potencial da torcida brasileira, mas temos que fazer o nosso jogo”, completou o treinador alemão.

Arbitragem

O árbitro da partira será o mexicano Marco Rodríguez, auxiliado pelos compatriotas Marvin Torrentera e Marcos Quintero. O juiz é o mesmo que apitou o jogo entre Uruguai e Itália, na primeira fase da competição, e não viu a mordida de Luiz Suárez em Chiellini. Felipão, no entanto, confia na experiência do árbitro. “Muitos lances acontecem em que o árbitro não vê uma falta, não vê um lance qualquer. Pelo que nós já sabemos, é um árbitro em sua terceira Copa, se não me engano. Experiente”, analisou.

O técnico alemão espera que a arbitragem trate de coibir a violência em campo. Para ele, o jogo das quartas de final entre Brasil e Colômbia passou dos limites do aceitável em termos de faltas. “Na Europa, os 22 jogadores (de Brasil x Colômbia) não teriam terminado o jogo. Foram faltas brutais, acho que foi um pouco exagerado. Eu acredito que nós teremos que ver uma maneira de que essas faltas muito violentas sejam paradas, pois caso contrário não vamos ter os jogadores como Neymar e Messi. Nós vamos ter outros tipos de jogadores, que simplesmente vão entrar em campo para destruir”, projetou.

Ficha técnica

Brasil x Alemanha, pela semifinal da Copa do Mundo de 2014

Horário: 17h

Local: Mineirão, em Belo Horizonte

Brasil

Julio César; Daniel Alves (Maicon), David Luiz, Dante e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho (Willian), Fernandinho e Oscar; Hulk e Fred

Alemanha

Neuer; Lahm, Boateng, Hummels e Höwedes; Schweinsteiger, Khedira e Kroos; Müller, Özil e Klose

Árbitro: Marco Rodríguez (México)

Participações de Brasil e Alemanha em semifinais

Seleções mais tradicionais da história das Copas do Mundo, Brasil e Alemanha, que se enfrentam nesta terça-feira (8), no Mineirão, em Belo Horizonte, costumam marcar presença nas semifinais do torneio. Os sul-americanos disputarão essa etapa pela décima vez. Já os europeus são os recordistas: farão sua 13ª participação.

Das nove ocasiões em que chegou às semifinais, o Brasil se classificou para a decisão da Copa seis vezes, e ganhou cinco dos seis títulos disputados. O vice-campeonato de 1950 não entra na conta, pois não houve fase semifinal: as quatro melhores seleções se encararam em um quadrangular final – o Uruguai foi o campeão.

A Alemanha, por sua vez, não tem o mesmo aproveitamento do rival. Apesar das 12 participações em semifinais, o país chegou à decisão da Copa sete vezes e venceu três edições do torneio. Veja as participações das duas seleções abaixo.

Brasil

1938 – Brasil 1 x 2 Itália – Eliminado

1958 – Brasil 5 x 2 França – Classificado para final (Campeão)

1962 – Brasil 4 x 2 Chile – Classificado (Campeão)

1970 – Brasil 3 x 1 Uruguai – Classificado (Campeão)

1974 – Brasil 0 x 2 Holanda * – Eliminado

1978 – Brasil 3 x 1 Polônia ** – Eliminado

1994 – Brasil 1 x 0 Suécia – Classificado (Campeão)

1998 – Brasil 1 x 1 Holanda (4 x 2 nos pênaltis) – Classificado (Vice-campeão)

2002 – Brasil 1 x 0 Turquia – Classificado (Campeão)

* Não houve semifinal nos moldes atuais: as vagas na decisão eram disputadas em dois grupos com quatro seleções cada um. Apenas o primeiro chegava à final. O Brasil ficou em segundo na chave com Holanda, Alemanha Oriental e Argentina. Na disputa de terceiro lugar, perdeu para a Polônia por 1 x 0.

** Mesmo regulamento de 1974. Apesar da vitória sobre a Polônia, o Brasil ficou atrás da Argentina, que goleou o Peru por 6 x 0 e garantiu a classificação do saldo de gols. Na disputa de terceiro lugar, venceu a Itália por 2 x 1.

Alemanha

1934 – Alemanha 1 x 3 Tchecoslováquia – Eliminada

1954 – Alemanha 6 x 1 Áustria – Classificada para a final (Campeã)

1958 – Alemanha 1 x 3 Suécia – Eliminada

1966 – Alemanha 2 x 1 União Soviética- Classificada (Vice-campeã)

1970 – Alemanha 3 x 4 Itália- Eliminada

1974 – Alemanha 1 x 0 Polônia * – Classificada (Campeã)

1982 – Alemanha 3 x 3 França (5 x 4 nos pênaltis) – Classificada (Vice-campeã)

1986 – Alemanha 2 x 0 França – Classificada  (Vice-campeã)

1990 – Alemanha 1 x 1 Inglaterra (4 x 3 nos pênaltis) – Classificada (Campeã)

2002 – Alemanha 1 x 0 Coreia do Sul – Classificada (Vice-campeã)

2006 – Alemanha 0 x 2 Itália – Eliminada

2010 – Alemanha 0 x 1 Espanha- Eliminada

* Não houve semifinal nos moldes atuais: as vagas na decisão eram disputadas em dois grupos com quatro seleções cada um. Apenas o primeiro colocado chegava à decisão. A Alemanha ficou em primeiro na chave com Iugoslávia, Polônia e Suécia. Em 1978, o país também participou da etapa, mas ficou em penúltimo no grupo, em sexto na classificação geral e não jogou a disputa de terceiro lugar.

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