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Carioca: Vasco pedirá anulação do segundo jogo da final

Presidente Roberto Dinamite anuncia providências

Em carta à torcida vascaína, o presidente Roberto Dinamite, durante coletiva na tarde desta segunda-feira, elencou diversas providências que estão sendo tomadas por parte da diretoria em face do resultado da decisão do Campeonato Carioca de 2014, ocorrida no último domingo.

Dinamite informou que dentre os inúmeros procedimentos estão o pedido (judicial) de anulação da partida contra o Flamengo; processo perdas e danos à FERJ, Rubens Lopes, Jorge Rabello, Árbitro (Marcelo de Lima Henrique) e Árbitro assistente 2 ( Luiz Antonio Muniz de Oliveira) e representação CBF e FIFA com exclusão árbitros que prejudicaram o Vasco. Entrega de dossiê erros desde 2009.

Confira:
 
Família vascaína,
 
Diante de todos os fatos ocorridos neste Estadual, o Club de Regatas Vasco da Gama sente-se na obrigação de ressaltar alguns pontos importantes desta trajetória.
 
Primeiro queremos parabenizar nossa torcida que ao longo do campeonato deu mostras de sua grandeza. Fomos o time com melhor média de público da competição. Nos jogos finais demos show na arquibancada. A torcida sempre esteve cantando e apoiando o time de maneira inabalável.  
 
Devemos congratular os jogadores e comissão técnica, que rapidamente entenderam o que é o Vasco, suas particularidades e seu gigantismo. Este grupo soube compreender o difícil momento financeiro pelo qual estamos passando e demonstrou um comprometimento extraordinário. A eles os parabéns pelo resgate da confiança e do orgulho dos torcedores, que novamente se veem representados pelo time que luta até o fim de cada partida pelos mesmos objetivos de simplesmente vencer.
 
O que falarmos dos nossos funcionários? Mães e pais de família que saem de suas casas e enfrentam as dificuldades do dia a dia, sempre com muita gana e força de vontade, fazendo do ambiente de trabalho a extensão de suas famílias e de São Januário sua segunda casa.
 
É inevitável e imprescindível expressar novamente o total repúdio ao desprezo que toma conta da FFERJ em relação ao Vasco e a sua maneira de condução, composta por uma comissão de arbitragem e árbitros muito aquém às expectativas do futebol brasileiro.
 
Em função disso e também por outras razões ligadas à sua administração, disputamos o Estadual mais empobrecido de todos os tempos, sob qualquer aspecto que se queira enfocar.
 
Estádios sem a menor condição de receber partidas profissionais, custos vultosos para se jogar, principalmente os percentuais e taxas cobradas pela Federação, times concorrentes desprestigiando a competição, como consequência públicos inexpressivos.
 
Temos realmente que repensar sobre nossa participação no próximo campeonato, sobretudo se for mantido os moldes de interesses políticos que desatende, sob todos os ângulos, as expectativas dos clubes.
 
A forma atual de disputa, somente atende aos interesses da Federação do Estado do Rio de Janeiro, sem qualquer retorno técnico e financeiro para os clubes, o que vem aniquilando, gradativamente, o até então mais concorrido Estadual do País. Ele, infelizmente, se encontra na iminência de ser definitivamente sepultado.
 
Embora a participação nas futuras edições ainda dependa de avaliações, no presente, de imediato, o Vasco da Gama adotará todas medidas necessárias à preservação de seus direitos, iniciando com a propositura de ação judicial de cunho reparatório em face da Federação do Estado do Rio de Janeiro, da Comissão de Arbitragem e também dos árbitros do jogo.
 
Ademais, não se resignara ao discutir o resultado da partida, principalmente quando a sumula comete um equívoco, aparentemente pueril, mas de efeitos sonoros e catastróficos, ao consignar o gol para o atleta NIXON do Flamengo, quando todos viram, inclusive a própria arbitragem, que o gol foi feito por Marcio Araujo, atleta que se encontrava em posição de impedimento, conforme por ela reconhecido.
 
No entanto, na súmula consta o atleta NIXON como autor do gol, o que não se pode atribuir ao acaso, pois este suposto equívoco, aparentemente sem consequências, altera substancialmente a condução de uma defesa sobre o erro de direito, passível de justificar a anulação, enquanto do modo lançado, de caso pensado, conduz para um erro de fato que reduz o campo de discussão.
 
O erro crasso de não observar o impedimento ganha proporções de conspiração quando a verdade dos fatos e distorcida na sumula, tudo muito bem planejado.  
 
Tudo isso não passara em branco e vamos às ultimas consequências para apurar todas as responsabilidades administrativas, cíveis e criminais.
 
Providencias que serão adotadas de imediata em sua totalidade:
 
– Notificação judicial.
 
– Anulação do jogo.
 
– Processo perdas e danos a FERJ, Rubens Lopes, Jorge Rabello, Árbitro (Marcelo de Lima Henrique) e Árbitro assistente 2 ( Luiz Antonio Muniz de Oliveira).
 
– Encaminhamento ao STJD das declarações goleiro Felipe.
 
– Representação CBF e FIFA com exclusão árbitros que prejudicaram o Vasco. Entrega de dossiê erros desde 2009.
 
– Desfiliação FERJ – Em estudo pelos 4 grandes Clubes.
 
– Carioca 2015 – Avaliação uso sub-23 ou mudanças imediatas na gestão FERJ.
 
– Uso tecnologia jogos para impedir má fé e desequilíbrio técnico.
 
– Declaração do Conselho Deliberativo em relação a pessoas Non Gratas.
 
– Divulgação na mídia de cartas de representação enviadas para FERJ  com  erros de arbitragem referente a 2014, ato continuo a  realização das partidas em que ocorreram irregularidades, assim como reivindicação da utilização de árbitros de fora do Estado.
 
À Família Vascaína, fica meu agradecimento em nome do clube e a certeza de que o trabalho está sendo feito e que alegrias virão.

 
Carlos Roberto Dinamite de Oliveira

Presidente do Clube de Regatas Vasco da Gama

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