Alagados: água potável começa a ser distribuída

Por determinação do prefeito Marcus Alexandre, a Prefeitura iniciou nesta terça-feira, 11, a distribuição de água potável para as famílias que vivem em bairros alagados, mas permanecem em suas casas. Vários órgãos participam dessa operação, incluindo a Secretaria Municipal de Articulação Comunitária e Social (SEMACS), responsável por essa tarefa no bairro do Taquari.  

Até a tarde desta quarta-feira, cerca de 5.000 galões já haviam sido repassados às famílias do Taquari, Seis de Agosto, Ginásio Coberto, SESC Bosque e Baixada da Habitasa. Os pontos de entrega devem se ampliados, caso haja necessidade.

Voluntário no Taquari, o empresário Wilson Bezerra trabalha diretamente com o pessoal que leva água potável para as famílias que ficaram em suas casas. Ele emprestou a lancha Brisa da Noite para o transporte de água desde a entrada do Taquari, nas proximidades do centro de saúde Claudia Vitorino, até as casas que devem ser atendidas.

São pessoas que construíram as casas em dois pavimentos ou trapiches e decidiram ficar cuidando do patrimônio mesmo com que ruas e quintais estejam há dias completamente tomados pela água. Dona Valdeísa mora perto da parte alta da Rua Lourival Ribeiro, mas sua casa está tomada pela água. Ela caminhou pela rua alagada desde sua casa até a lancha Brisa da Noite para pegar água enquanto os entregadores levavam galões para outras casas. Valdeísa demonstrou grande gratidão por esse benefício. “A gente não pode confiar na água da torneira e essa água que estão distribuindo é boa e de graça. A gente não precisa gastar dinheiro”, disse Valdeísa.

Duas famílias, entre elas a do carpinteiro Francisco das Chagas, estão morando na Igreja Assembleia de Deus do Segundo Distrito porque tiveram as casas alagadas. “Ainda bem que estão mandando água para nós. Eu já estava ficando preocupado porque não estão entregando por aqui e para a gente buscar é longe”, aliviou-se Francisco ao ver os entregadores de água.

Moradora da Rua Baguari, dona Raimunda Nonata dos Santos vive há vinte anos no Taquari e já passou por situações semelhantes à alagação de 2014. Ela e o filho William, de 13 anos, foram de barco a motor rabeta até o ponto de distribuição de água buscar dois galões, máximo permitido por família. “É uma coisa boa que estão fazendo”, disse ela.

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