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Analistas fazem balanço da política acreana em 2013

O ‘Gazeta Entrevista’ da última quinta-feira, 19, foi marcado com um debate sobre os rumos da política acreana. Participaram da conversa o analista político Carlos Augusto Coelho, cientista político Nilson Euclides e jornalista Rogério Wenceslau.

A ‘novela’ Vagner Sales

A permanência de Vagner Sales(PMDB) na prefeitura de Cruzeiro do Sul foi o primeiro assunto levantado. Rogério Wenceslau destacou as disparidades entre as instâncias. No Acre, Sales sofre derrotas seguidas, já em Brasília, a situação é inversa.

“Quem sai perdendo é a justiça. Isso cria insegurança jurídica e aumenta o imbróglio político”, comentou Coelho. Euclides argumentou que o prefeito sai como vítima de perseguição e esta é a oportunidade para encorporar ainda mais um futuro processo eleitoral.

Henrique Afonso

Os debatedores comentaram a saída do Partido Verde da Frente Popular para a oposição e a pré-candidatura do deputado federal Henrique Afonso ao palácio Rio Branco. “Acho muito cedo para pensar em Henrique como uma terceira via”, expôs Euclides.

Já Carlos Coelho enfatizou que o nome de Henrique Afonso cria um novo cenário político nas próximas eleições. Para o analista, a vitória de qualquer candidato no primeiro turno é pouco provável. “Terá segundo turno”, afirmou.

Oposição ou situação. Quem se saiu melhor em 2013?

“A situação se saiu melhor por causa da estrutura que tem. A oposição tem discurso desencontrado”, disse Wenceslau. Segundo Coelho, faltam estrategias para os políticos opositores.

Uma maneira seria a destinação de emendas parlamentares para as prefeituras acreanas. “Todos atiram para o mesmo lado. Não tenho encontrado projeto político da oposição”, enfatizou.

Nilson Euclides também concorda que a situação destacou-se mais este ano. O uso dos meios de comunicação serviu para divulgar ações de governo, principalmente após o escândalo da operação G-7, da polícia federal, em maio.

Senado: Aníbal ou Perpétua?

Um dos maiores embates dentro da Frente Popular é a escolha do candidato único ao Senado Federal. “Difícil o PT abrir mão da vaga. Acredito que é possível as duas candidaturas”, apontou Nilson. O cientista ainda argumentou que a FPA não é uma unidade há muito tempo e esta união tem prazo de validade que pode estar próximo do fim.

Rogério Wenceslau acredita que PC do B e PT continuam juntos em 2014. Mas questionou: “e a militância petista, vai entrar de cabeça?” Ele referiu-se a possível escolha de Perpétua Almeida(PC do B) como candidata única da Frente. Carlos Augusto Coelho resolveu arriscar. “Perpétua é a candidata[ao Senado] e Aníbal é o vice de Tião Viana”, concluiu.

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