Caso Gildemar: defesa critica ação da polícia

No fim de novembro, a polícia civil apresentou 11 PM’s que podem estar envolvidos no desaparecimento de Gildemar da Silva Lima, o Aladin, em julho deste ano, na invasão Praia do Amapá, periferia de Rio Branco.

Na última quinta-feira, os militares tiveram o pedido de habeas corpus julgado pela câmara criminal do Tribunal de Justiça.

Apenas o tenente Jersey James da Silva teve o pedido autorizado. Votaram a favor os desembargadores Francisco Djalma e Pedro Ranzi. A relatora da ação, Denise Bonfim, foi contrária ao HC.

Na manhã desta sexta-feira, 13, o advogado de cinco militares comentou a decisão. “Entenderam por haver desnecessidade da sua prisão preventiva devido ao fato que ele já está afastado das funções policiais e não há mais como atrapalhar as investigações criminais”, disse Benjamim Abecassis.

Segundo as investigações, o tenente é o único que não participou diretamente no desaparecimento do jovem de 25 anos de idade. Ele é suspeito de prevaricação e coação do processo.

Outros dez policiais ainda continuam presos no quartel geral da PM. Para Benjamim Abecassis, todos são inocentes. “Até agora nas investigações  não foi comprovada a participação de nenhum dos meus clientes”, argumentou.

Ele ainda fez críticas a polícia civil. Principalmente na divulgação da imagem e nome dos PM’s que podem estar envolvidos nos crimes de sequestro, tortura, morte e ocultação e cadáver.

“O processo corre em segredo de justiça. Então, expor o nome de todos os policiais militares e que teriam, em tese, praticado o desaparecimento de uma pessoa é de certa forma um tanto quanto equivocada”, concluiu Abecassis.

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