Educadores de Epitaciolândia em greve

Na manhã desta terça-feira 18, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac), do município de Epitaciolândia anunciou que a classe decidiu parar por tempo indeterminado por não haver resultado positivo em conversa com a prefeitura do município.

A presidente do Sinteac, professora Graça Rocha, comenta que  a greve tem como parâmetro vários pontos que não avançaram em nenhum momento com a atual gestão.”Estamos querendo aumento salarial; Aprovação da lei de gestão; que os profissionais sejam lotados nas escolas mais próximas de suas residências, além de outras coisas mais, porem essas são as mais importantes”, disse.

Graça Rocha argumenta que não houve negociação com André Hassem desde 2013, e que o prefeito só enganou e ludibriou a classe. “Em 2013 enviamos documentação ao prefeito comunicando que se não houvesse aumento em janeiro de 2014, os profissionais paralisariam seus serviços a partir do primeiro dia de aula. Pedimos inclusive que os pais não mandem seus filhos para a escola, quando acontecer uma resposta positiva nós comunicaremos”, pontuou.

A sindicalista expõe que a administração do prefeito do PSDB em Epitaciolândia não apresenta nenhuma proposta.”Esse é um prefeito zerado em todas as negociações, mas só vamos voltar com uma vitória!”, comunicou.

Para a  secretária de educação de Epitaciolândia Eunice Gondim, a reivindicação da categoria foge da realidade do orçamento municipal. “O Sinteac quer um aumento de 30% referente ao ano de 2012, 20% sobre o ano de 2013 e  10% referente a 2014, o financeiro da prefeitura já explicou que dessa forma a receita do município não abrange o que ela quer para a classe educadora”, comunicou.

Eunice finaliza dizendo a paralisação compromete ainda mais o ano letivo haja vista que, paralelo ao calendário escolar que é de 200 dias letivos, ainda terá pela frente uma Copa do Mundo com vários dias de aulas perdidos em virtude dos jogos do Brasil.

O Sinteac reforça que a classe briga por um direito constitucional e que enquanto não houver consenso, a greve persistirá.

Do site Sentinela da Fronteira

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