Em carta, viúva de Gedeon cobra respostas sobre morte do marido

Gedeon Barros era ex-prefeito de Plácido de Castro e foi assassinado há mais de 90 dias

Há mais de 90 dias a esposa do ex-prefeito de Plácido de Castro, Gedeon Barros, espera uma reposta da polícia. Lúcia Barros Gedeon escreve uma carta a imprensa onde cobra e crítica a segurança pública.

O ex-prefeito foi morto em 20 de junho numa manhã de quinta-feira na entrada de Rio Branco em frente a um quartel da Polícia Militar. Dois homens chegaram em uma moto e dispararam contra o banco do motorista, onde Gedeon estava.

A polícia diz ter pistas dos dois suspensos de cometerem o crime, mas que está difícil apontar o mandante. De acordo com informações, Gedeon tinha problemas financeiros e dívidas com várias pessoas, inclusive com apoiadores de sua campanha quando não conseguiu se reeleger.

Em um dos trechos da carta, a viúva de Gedeon diz que “o que não queremos é a impunidade que os culpados sejam achados”. Lúcia Barros questiona ainda a importância que o Estado está dando para as investigações. “Gedeon era uma pessoa pública, não só eu quero saber quem matou e quem mandou matar Gedeon, é toda uma população”.

Lúcia Barros afirma que gostaria de conversar com jornalistas, mas que não pode, pois pode atrapalhar as investigações da polícia civil e também se transformar em mais uma vítima. Já são três meses do crime e até o momento a polícia não apresentou os suspeitos.

Gedeon foi prefeito de Plácido de Castro entre 2017 e 2020, tentou reeleição, mas teve apenas 2.800 votos, ficando em terceiro lugar juntamente com seu vice. Para justiça eleitoral informou que gastaria R$ 227.843 na campanha. Quanto aos bens, Barros declarou duas casas e dois veículos no valor total de R$ 481 mil.

A viúva de Barros pede reposta e ressalta a sensação de insegurança na carta. “A falta de resposta incomoda e traz insegurança tanto para mim quanto para minha família, toda a população de plácido de castro está apreensiva, o sentimento é de impunidade ao saber que os culpados ainda estão soltos”.

Confira a carta na íntegra:

Informações do repórter Adailson Oliveira para a TV Gazeta.

Foto: Reprodução.

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