Em sessão solene, vereadores debatem tráfico humano

Na Câmara de vereadores, na manhã desta terça-feira, o tema da Campanha da fraternidade 2014 “Tráfico humano” foi debatido durante sessão solene. Segundo um dos vereadores que propôs a solenidade, a câmara pode ajudar no enfrentamento ao tráfico humano, formulando leis municipais e apoiando as campanhas de conscientização.

Mesmo com atraso, a Câmara de vereadores promoveu sessão solene para discutir o tema da Campanha da Fraternidade 2014, lançada em 5 de março. Participaram do encontro líderes da igreja católica e coordenação da campanha. Os vereadores Roger Correia, Rabelo Goes e Gabriel Forneck apresentaram o requerimento sugerindo a solenidade.

Neste ano, a Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB) incita o debate do tema: tráfico humano, com o lema: É para a liberdade que Cristo nos libertou. Um dos objetivos é estabelecer conexão do crime de tráfico de pessoas com outras formas de violação aos direitos da pessoa. “A igreja católica não tem poder do legislativo, executivo mas tem o poder de conscientizar as pessoas e tentar com a conscientização das autoridades constituídas que criem leis para melhorar as condições de vida do povo”, disse o bispo Dom Joaquim Pertiñez.

Segundo dados das Nações Unidas, estima-se que existam de 800 mil a 2,4 milhões de pessoas vítimas do tráfico humano. O negócio ilegal movimenta pelo menos 32 bilhões de dólares por ano. Para o vereador Gabriel Forneck, um tema tão importante merece reflexão e a Câmara pode contribuir, formulando leis de combate. “A câmara tem com trabalhar ajudando a prefeitura a melhorar as políticas públicas voltadas ao segmento, criando leis punitivas que evitem as explorações”, acrescentou.

A coordenadora da campanha da fraternidade no Estado, Aurinete Brasil explica que várias ações já estão sendo desenvolvidas em prol do tema deste ano. “Visitamos escolas, secretarias deestado e hoje a Câmara de vereadores. Apresentaremos propostas para estreitar os laços entre igreja, sociedade civil e Câmara”, disse.

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