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Empresários amargam prejuízos com a cheia do rio Madeira

Empresários de diversos ramos do comércio reclamam que a cheia do rio Madeira tem trazido prejuízos. A situação de isolamento, nunca vivida pelos comerciantes locais tem provocado redução nas vendas e preocupação com os estoques. Muitos já estão tendo que pagar por mercadorias que ainda nem chegaram ao Acre.

A princípio, a preocupação com a cheia do rio Madeira e a dificuldade de transporte de mercadorias pela BR-364 se limitava aos produtos essenciais, agora, outros ramos do comércio sofrem com o isolamento. No varejo as lojas de calçados, roupas, acessórios e até concessionárias estão enfrentando um momento de crise. Em muitas empresas o estoque está o fim.

Em uma concessionária do segundo distrito, só existem 30 veículos a disposição, enquanto que em situação normal, a empresa mantinha 150 modelos em estoque. Para o gerente Rodolfo Gomes, a situação atípica tem gerado inúmeros prejuízos. “Estávamos parados em Porto Velho com oito carretas nossas, inclusive pagas e tivemos que mandar retornar para a fábrica por que cada dia parado é um valor que a seguradora cobra”,disse.

O quadro de funcionários também reduziu. De 11, agora são apenas 6 atendendo. Os vendedores que dependem das comissões sofrem com o momento da empresa. “Dependemos das comissões e elas são vendas, e como fazê-las se o produto não chega”, lamenta a vendedora Vera Lúcia.

Além do prejuízo com as vendas que não acontecem por que falta o produto, o comércio amarga coma as contas. Os boletos de mercadorias que foram compradas mas que não chegaram devido as restrições na BR-364 começam a ser cobrados e os empresários ficam sem ter pra onde correr

Nalu Canizio, por exemplo, que trabalha com confeçções e acessórios está com mercadorias paradas em Rondônia. “Algumas duplicatas já foram pagas e não chegou a mercadoria”, explica. Mesmo com a difícil situação, a comerciante não perde o ânimo. Para ela, é preciso confiar que tudo vai voltar ao eixo normal. “O rio Acre está baixando então o rio Madeira também vai e vai melhorar pra todo mundo”, disse.

Na Recol Veículos, o estoque foi controlado ainda no período em que BR permitia a passagem, mesmo com a água inundando alguns trechos. Agora, a empresa estuda fazer o transporte dos carros que aguardam em Porto Velho através de uma balsa. Contudo, o gerente comercial Laertes Silveira explica que os clientes têm a disposição vários modelos a pronta-entrega, além de uma grande variedade de seminovos. “A Recol veículos sempre manteve um nível grande de estoque de veículos para atender aquele consumidor que precisa de veículos a pronta-entrega. Se não encontrar um veículo novo vai encontrar um semi novo”, lembra.

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