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“Agi em legítima defesa”, diz agente penitenciário

O agente penitenciário que atirou e matou um dos assaltantes durante um roubo que aconteceu na última terça-feira, 28, no bairro Abrahão Alab, cuja vítima era o sogro do governador Tião Viana, esteve na manhã desta quarta nos estúdios da TV Gazeta para dar sua versão sobre a morte do acusado.

Segundo o agente, ele estava saindo da academia, quando ouviu uma discussão do lado de fora. “A princípio, eu pensei que era uma briga de trânsito, vi o cara segurando o idoso pela camisa e gritando muito. Só quando olhei para outra mão do rapaz é que vi arma e então percebi que era um assalto”, contou.

Ainda de acordo com o agente, um dos assaltantes teria o reconhecido e disparado em sua direção. Ele afirmou que só atirou quando teve certeza que não machucaria a vítima.

“Ouvi uns dos caras dizendo ‘vamos, vamos é um agente penitenciário e depois atirou em minha direção. Me abaixei e esperei o momento certo para atirar, porque ele tava com o senhor próximo dele. Só atirei quando estava convicto”, explicou.

O agente contou que frequenta há muito tempo a academia que fica em frente ao prédio onde ocorreu o assalto, mas que sempre vai em outro horário e ontem teve vontade de malhar pelo período da manhã. Ele disse só ficou sabendo depois que a vítima era sogro do governador.

Com medo de represálias, o agente prefere não tem sua identidade revelada. Ele se apresentou ainda na tarde de terça-feira à delegacia e entregou sua arma.

“Estou à disposição da justiça, agi em legítima defesa. A cidade é pequena, todo mundo se conhece, quero que minha identidade e da minha família seja preservada,” finalizou.

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