Estrada do Pacífico: buracos atormentam motoristas

Construída para ser o principal corredor comercial entre Brasil e Peru, e a porta para milhares de turistas que querem conhecer os sítios arqueológicos peruanos e a Amazônia, a Estrada do Pacífico, no trecho entre Brasileia e Assis Brasil, no lado brasileiro, precisa de manutenção urgente.

Em 20 quilômetros, parte do asfalto foi arrancado e deixado apenas a parte de barro. Como não foi refeita a massa asfáltica, o local está repleto de buracos. O motorista não consegue passar dos 40KM/h. Muitos se arriscam andar pela lateral, onde ficava o acostamento ou invadir a vegetação.

Os problemas da estrada do pacífico ficam mais graves a partir de Brasileia. Ainda no município, os buracos na avenida principal anunciam uma viagem não muito tranquila. A sinalização é precária entre os 110 quilômetros que separam Brasileia e a fronteira peruana.

Os buracos estão aumentando os risco de acidentes. Encontramos uma cratera que cabe boa parte de um caro de passeio.  Quem dirige por essas estradas reclama que a bastante tempo não é feita uma manutenção. O caminhoneiro Ercildo Maia disse que a rodovia não vai suportar grandes cargas, atualmente apenas alguns veículos pesados usam a Estrada do Pacífico. O transporte mais frequente são caminhões bolivianos que vão buscar combustível no peru. “Um tráfego diário de vários caminhões acabaria de vez a rodovia”, alertou

Em plena estrada o motorista pode ter várias situações: quando chove tem a lama. Em dias ensolarados, parece que estamos num ramal com tanta poeira.

O motorista de táxi lotação Antônio Josó, o Toinho, disse que a categoria está preparando uma grande manifestação. A primeira delas será fechar a estrada. “Não aguentamos tantos prejuízos com esse buracos”, disse.

Durante o tempo em que percorremos o trecho de 110 quilômetros encontramos apenas uma equipe trabalhando na recuperação da estrada. Um pequeno trator quebrava o asfalto enquanto outro funcionário usava uma enxada para limpar. Esses equipamentos vão demorar meses até tapar todos os buracos, e nesse período, consequentemente, outras áreas ficaram danificadas.

A coordenação do Dnit em Rio Branco,  responsável pela manutenção de metade dos 110 quilômetros, informou que será feita a recuperação dos trechos, mas só a direção em Brasília pode passar detalhes ou falar com jornalistas. O Deracre, responsável pelo resto da estrada, do quilômetro 52 até Assis Brasil, disse através do diretor de operações Joselito Nóbrega que já começou o trabalho de recuperação. Foi onde encontramos o pequeno trator

O Dnit ou o Deracre só devem começar ou intensificar os serviços de recuperação quando pararem as chuvas, até lá os motoristas podem se preparar para desviar de muitos buracos.

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