Falta de médicos legistas deixa família em desespero na Capital

Falta de médico legista leva família a esperar mais de doze horas para liberação do corpo de um homem que morreu numa calçada no bairro das Placas durante a tarde deste domingo. Só hoje (segunda-feira, 27), às 10h, o médico apareceu para fazer a necropsia. Disse que não chegou mais cedo porque não foi avisado pelo plantonista.   Nesse intervalo de 12 horas, a família da dona de casa Átila Aquino de Melo, irmã do falecido, estava desesperada.

O falecimento pode ter ocorrido no período da tarde e o IML só foi buscar o corpo por volta das 21h. Quando Átila chegou à sede do IML  foi avisada pelo plantonista que voltasse para casa, e só na manhã de segunda-feira o corpo seria liberando. Mesmo chegando cedo ao Instituto Médico Legal, a dona de casa teve que esperar a manhã toda para a liberação do corpo. “Isso é uma falta de respeito com as pessoas”, completou.

A direção de Polícia Técnica explicou que o irmão de Átila morreu de causas naturais, e por isso a espera é normal, já que, os casos de morte violenta recebem atendimento prioritário. O diretor-geral de polícia técnica, Haley da Costa, admitiu que faltam médicos legistas, problema que será resolvido na próxima semana com a contratação de três novos profissionais.

A outra reclamação feita pela dona de casa foi o atendimento na delegacia onde deveria fazer o boletim de ocorrência. “A moça que atendeu mandou eu procurar uma delegacia que ficava na outra extremidade da cidade”, disse. A Secretaria de Policia disse que vai apurar a denúncia, pois o cidadão pode registrar um boletim de ocorrência em qualquer delegacia.

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