Família no Acre paga R$ 82 mil a estelionatários por vaga de medicina

Suspeitos foram presos em julho desse ano no interior do Rio de Janeiro

Alaor da Cunha Filho e Mayara Soares Pimassoni foram presos em julho desse ano no Rio de Janeiro. O casal foi acusado de estelionato, porque, segundo a polícia, eles vendiam vagas fictícias no curso de medicina em universidades públicas.

Eles cobravam entre R$ 35 mil e R$ 150 mil para as famílias dos estudantes que queriam parar de estudar no exterior, em países como: Paraguai e Bolívia, e pretendiam entrar direto em uma universidade federal em vagas remanescentes.

Mas tudo não passava de um golpe. Áudios que estão em poder da Polícia Civil de diversos estados mostram Alaor tentando convencer as famílias. Entre as vítimas, apareceu uma família em Rio Branco, no Acre.

A queixa foi registrada na 3a regional, o delegado, Judson Barros, que não quer divulgar nomes, contou que a família pagou R$ 82 mil para o casal. O valor correspondia a transferência de dois filhos que estudam no Paraguai para uma universidade no Paraná.

“Estou aguardando esse inquérito policial, porque nós temos uma pessoa no Acre que foi vítima também desse golpe. É possível ainda que essa pessoa tenha interesse em entrar com uma ação de reparação por dano material e moral, mas nós temos também que encaminhar ao judiciário um relatório desse inquérito pelo crime de estelionato que tem uma vítima aqui de Rio Branco”, afirmou Barros.

 De acordo com o delegado, dificilmente a família acreana vai conseguir resgatar esse dinheiro. Quando foram presos, Alaor e Nayara moravam em uma casa luxuosa em uma área nobre de Campo dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Foram apreendidos veículos, s bens e dinheiro, que, no futuro, pode servir para ressarcir das vítimas.

A polícia já conseguiu identificar 20 vítimas da dupla em diferentes estados, mas o número pode ser bem maior, já que esse golpe vem sendo aplicado desde 2016. O esquema era o mesmo, assim que a pessoa fazia o pagamento eles não atendiam mais as ligações telefônicas e nem respondiam as mensagens.

Para entrar em uma universidade pública nas vagas remanescentes a pessoa precisa passar por uma prova, disputando as vagas com outros interessados. Não existe vaga a ser vendida, por isso quem buscou negociar com a dupla pode ter agido de má fé, também cometendo um crime.

Com informações de Adailson Oliveira 

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