Familiares de PMs presos no “caso Gildemar” ocupam Aleac

Familiares dos 11 policiais militares que foram presos, acusados do sequestro e morte de um ex-presidiário, do bairro Taquari, ocuparam nesta terça-feira as galerias do plenário da Assembléia Legislativa, com cartazes de protesto contra a prisão.

Os manifestantes alegam que os policiais são inocentes, e que as prisões foram irregulares. Durante a sessão o assunto foi levado a tribuna da Assembléia. O deputado Wherles Rocha,(PSDB) que é militar reformado, saiu em defesa dos policiais presos.

O deputado apresentou um requerimento à mesa diretora pedindo a convocação do secretário de segurança do estado, Reni Graebner,  do secretário de Polícia Civil, Emilsom Farias,  e do comandante geral da Polícia Militar, cel. Anastácio, para esclarecer a quebra do segredo de Justiça no caso da prisão dos militares.

O deputado também falou de supostas irregularidades na condução do inquérito, acusando o delegado responsável, Robert Alencar. Rocha  disse ainda que a vítima pode estar viva, morando na Bolívia, para onde teria fugido após a Justiça expedir uma mandado de prisão.

“Onze policiais militares que respondem a um inquérito, nem processo tem, e nesse inquérito só dois foram ouvidos, só dois tiveram a chance de contar a sua versão, e mesmo assim,num inquérito que corre em segredo de justiça, tivera suas vidas expostas”, afirmou Rocha.

Na manhã desta terça-feira a associação dos delegados de Polícia do Acre divulgou uma nota repudiando as acusações do deputado. Na tribuna da Assembléia, o líder do governo, deputado Astério Moreira(PEN)  também falou sobre o caso e disse que os policiais presos ainda não forma condenados, as prisões são temporárias, e os acusados estão tendo direito a defesa.

“Os acusados não são criminosos, não podem ser chamados assim, eles são pessoas que estão sendo acusadas e minha posição clara é que elas tenham amplo direito de defesa”, declarou Astério Moreira.

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