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Fecomércio/AC pede providências a Suframa

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Acre pede providências a respeito do isolamento do Estado devido à cheia do rio Madeira.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre enviou documento aos Ministérios da Integração Nacional e da Indústria e Comércio e Suframa, solicitando providências a respeito do quadro atual do Estado no que diz respeito à questão da interdição da BR-364 e greve da Suframa.

O Acre está isolado via terrestre desde a manhã da última quinta-feira, 20, quando a Polícia Rodoviária Federal e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – Dnit – decidiram interromper o tráfego de veículos, inclusive os de grande porte, pela BR-364, única ligação do Estado, por terra, com as demais regiões.

Na quarta-feira (19), os servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) paralisaram suas atividades em todas as unidades dos estados de Rondônia, Acre, Amazonas e Amapá. De acordo com o presidente do Sindicato dos Funcionários da Suframa (Sindframa), Estênio Ferreira, a greve continuará por tempo indeterminado até a categoria conseguir abrir diálogo com a administração da Suframa. “As linhas de produção devem parar mesmo. Não tivemos resposta até agora do Ministério e as negociações estão sem movimentação”, destacou. (Fonte G1)

O pátio da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) no Acre está lotado de caminhoneiros com mercadorias paradas devido à greve. Considerando que a economia do Acre vive atualmente um momento delicado, a greve da Suframa traz prejuízos ainda maiores para o Estado. O consumidor local começa a sofrer com a falta de produtos industrializados.  Com a paralisação nas vistorias dos terminais subordinados à autarquia, o abastecimento no comércio acreano pode sofrer prejuízos milionários.

De acordo com o presidente da Fecomércio/AC, Leandro Domingos “o povo e o governo do Acre não têm poder nem autoridade para interferir no processo em questão, porém cumpre-nos o dever de alertar as autoridades sobre as consequências danosas a economia do nosso Estado, devido a quase total dependência de abastecimento pelas indústrias regidas pela Suframa, que ficarão impedidas de comercializar os seus produtos para suprir o mercado do nosso Estado”.

“É um momento de crise, onde pode faltar tudo – caso se prolonguem as chuvas – e as iniciativas são ínfimas para a situação geográfica do Acre; uma única rodovia, a BR-364, construída em precárias condições, sem que as políticas atentem para os trechos construídos em áreas baixas, que podem ser inundadas no período de inverno amazônico. Aguardamos ações políticas eficientes para a solução da greve da Suframa, para que a população não sofra mais um problema. A Suframa precisa se humanizar. A hora deve ser solidária. Depois virão as outras questões. O momento é de somar esforços, não é de dividir” – finalizou o presidente.

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