Fla e Atlético-PR decidem a Copa do Brasil

São 90 minutos para o Flamengo transformar um ano perdido em uma conquista histórica. Depois de uma temporada tumultuada, controvertida, de austeridade nos gastos, no qual foi comandado por quatro técnicos e esteve ameaçado de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, o time rubro-negro carioca será campeão da Copa do Brasil pela terceira vez se evitar gols do Atlético Paranaense, nesta quarta-feira, a partir das 18h50 (horário do Acre), no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.
 
Vantagem conquistada na partida de ida, com o 1 a 1 como visitante, que lhe dá o direito de empatar sem gols em casa para erguer a taça e garantir uma vaga na Copa Libertadores de 2014. Se os atleticanos conseguirem uma igualdade superior a dois gols, levam o caneco para Curitiba.

Tudo isso parecia altamente improvável há pouco mais de dois meses, quando o próprio Atlético veio ao Maracanã e impôs uma derrota por 4 a 2 aos flamenguistas, pelo Brasileirão, que resultou no pedido de demissão do técnico Mano Menezes. “Se eu falar que a gente esperava estar nesta final, serei injusto. Não imaginávamos, principalmente quando passamos por várias situações”, admitiu Leonardo Moura, remanescente da última conquista flamenguista na competição, em 2006.

O lateral-direito, um dos homens mais vitoriosos da história do clube, espera poder erguer a Copa do Brasil como capitão, fato inédito, apesar de seus muitos anos e campeonatos na Gávea. “Não dá para evitar o frio na barriga. É uma sensação histórica (de erguer a taça como capitão). Penso 24 horas nisso. Toda hora vem a imagem do jogo acabando e eu abraçando meus companheiros e familiares”, confessou Leo Moura. “Quero jogar mais alguns anos e disputar a Libertadores no próximo ano”.

Ninguém no clube cogita uma derrota, que daria o título aos paranaenses, mas a história também serve de alerta. Em 1997, o Flamengo ficou com o vice-campeonato depois de um 2 a 2 com o Grêmio, no Maracanã. Em 2004, revés contundente para o modesto Santo André por 2 a 0.

Nos últimos dias, o técnico Jayme de Almeida pouco treinou o time titular. Apenas exercícios de recuperação e atividades leves. Jayme deu padrão e definiu uma equipe principal e é ela que vai a campo, sem invenções. Mais importante, foi dedicar tempo a amenizar a ansiedade e evitar o clima da “já ganhou”. O zagueiro Chicão, com lesão na coxa direita, foi vetado da final. O veterano dará lugar à juventude de Samir, de 18 anos. André Santos, que era dúvida, está confirmado na lateral esquerda.

Furacão confiante
No lado paranaense, a confiança é grande. Principalmente depois da goleada imposta ao Náutico por 6 a 1, no último domingo, em Joinville (SC), pelo Brasileirão. “Acredito muito. Tenho muita fé nestes atletas e naquilo que este time pode fazer dentro de campo”, disse o técnico Vagner Mancini na entrevista coletiva antes da viagem ao Rio de Janeiro.

Mancini destacou que a goleada no final de semana trouxe tranquilidade para que o elenco rubro-negro busque o triunfo no Maracanã. “O fato de você ter vencido bem o Náutico, por 6 a 1, faz com que eles estejam cheios de confiança. É óbvio que isso não torna o jogo mais fácil ou mais difícil, mas faz com que ao menos a nossa equipe tenha a calma necessária para entrar em campo sabendo que tem amplas condições para ir lá e buscar o resultado positivo”, afirmou o comandante atleticano.

A escalação não foi anunciada por Vagner Mancini. Isso porque o meia Everton está suspenso pelo terceiro cartão amarelo e o treinador não definiu seu substituto. O volante João Paulo, o meia Felipe e o atacante Dellatorre são os principais candidatos.

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