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Francisca: A menina dos “ossos de vidro”

Francisca Ferreira, de apenas 10 anos, esbanja simpatia. A menina é articulada, comunicativa e motivo de muito orgulho para a família. Quando tinha 3 dias de vida, foi diagnosticada com osteogenesis imperfecta, uma doença rara que afeta 1 em cada 25.000 nascidos. A enfermidade também é conhecida como “ossos de vidro”, porque em qualquer movimento brusco, tropeço ou queda, provoca a quebra dos ossos.

Assim como na hora do parto quando Francisca sofreu várias fraturas pelo corpo, ainda hoje, ela machuca. A garota tem fraturas nas pernas e braços, além disso a coluna também está encurvando. Os ossos frágeis, quando quebram, provocam muita dor. “Se ela quebrar uma perna é preciso engessar ela todinha, porque o peso em uma só perna quebra o osso da outra”, conta a mãe, Marluce Lopes.

A menina precisa ser rodeada de cuidados, mas mesmo com tantas limitações, não deixa de sorrir, de surpreender. Francisca está na 5ª série e é aplicada aos estudos. Mesmo com tão pouca idade já tem objetivos definidos na vida. “Eu quero ser pediatra, por que gosto de crianças”, conta.

Mas hoje o sonho dessa doce criança é por mais qualidade de vida. Ela mora no bairro Ayrton Sena, em uma casa pequena, com mais 7 pessoas. As condições são precárias, desde o entorno  com a falta de saneamento até a estrutura da moradia, que tem apenas quatro cômodos. Francisca se locomove com dificuldade dentro da casa e o local está longe de oferecer a segurança e o conforto necessário para conviver com a doença.

Na cozinha, que também é o quarto de Francisca, porque é lá que ela dorme, o chão é de tábuas, que estão soltas e podres. Para chegar ao banheiro é mais perigoso, por que também há um degrau. Assim como toda menina, Francisca sonha em ter o próprio quarto. “Pra eu brincar, colocar as minhas coisas”, explica.

A família já se inscreveu em programa habitacional, está na expectativa de um dia ser contemplada. Mas com tanta força, vontade de vencer e superação, em breve mais esse desafio será conquistado, afinal, para Francisca, viver já é uma dádiva divina.

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