Greenpeace quer alavancar debate ambiental

Com série de programas ao vivo, Greenpeace e Fluxo promovem debate sobre a presença – ou ausência – do Meio Ambiente no debate político; vídeos temáticos substituem Camarim dos Candidatos

Com a drástica mudança na corrida presidencial com a morte de Eduardo Campos, o Greenpeace decidiu por tirar do ar o programa Camarim dos Candidatos, esquetes satíricas que questionavam o discurso vazio dos presidenciáveis. Dando continuidade à estratégia de fomentar a inclusão do debate ambiental na agenda dos candidatos, a organização lança hoje série de programas chamada Sujeito Oculto: política e meio ambiente, em parceria com o coletivo de jornalismo independente Fluxo – idealizado pelo jornalista Bruno Torturra. Especialistas no assunto batem um papo que será transmitido ao vivo a cada terça-feira do mês de setembro pelo site: www.fluxo.net/aovivo.

O programa tem como objetivo discutir a forte presença da pauta ambiental no debate político e eleitoral, apesar de ela estar frequentemente ocultada em temas como Energia, Agronegócio, Crise da Água, Mobilidade Urbana, entre outros.Ricardo Abramovay (USP), Ricardo Sennes (PUC-SP) e Adriana Ramos (ISA) são alguns convidados do primeiro programa da série, no ar nesta terça-feira, 09, às 21h30.

Paralelamente, como um catalisador do debate, a ONG lança seis vídeos virtuais baseados na técnica kinect typography. Produzidos pela produtora o Bijari, responsável pelo Camarim dos Candidatos, o material conta com a direção e roteiro de Tadeu Jungle e Fernando Salem. Os vídeos, que serão publicados no site Pressione Verde às quintas-feiras, começando pela próxima, abordarão temas socioambientais com o objetivo de espalhar essa mensagem de maneira artística e impactante.

“Estamos alcançando nosso objetivo de trazer as pautas ambientais para os programas de governo: Marina Silva (PSB) e Eduardo Jorge (PV) colocaram algumas de nossas demandas em suas propostas, como a solarização de um milhão de casas em quatro anos”, explica Marcio Astrini, coordenador do Greenpeace. “Assim, cada casa passaria a produzir sua própria energia, gerando eletricidade e aquecimento”, completa ele.

A ONG segue aguardando o lançamento do programa completo de governo dos candidatos Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Luciana Genro (PSOL), a fim de saber se as propostas entregues recentemente serão de alguma maneira assumidas também por esses candidatos.

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