Imigrantes: conflitos são discutidos na Aleac

O líder do Partido Republicano da Ordem Social (PROS) na Aleac, deputado Walter Prado apresentou a Mesa Diretora na manhã desta terça-feira, 18, requerimento solicitando que a Assembleia Legislativa do Acre realizasse no município de Brasiléia uma Audiência Pública com finalidade de ouvir a população quanto à presença de imigrantes naquela região.

De acordo com o parlamentar, diversas denúncias chegam ao seu gabinete quanto à ocorrência de conflitos entre os moradores de Brasiléia e Epitaciolândia e os imigrantes que atualmente residem na região.

“Não podemos ignorar o apelo da população daquela região. Cerca de dois mil imigrantes estão residindo em Brasiléia, comendo e bebendo a custa do Acre. Levando em consideração que 99% da população de Brasiléia reclama da presença de imigrantes no município, sugiro a realização desta audiência pública”.

Segundo Prado, a intenção de ajudar os imigrantes é válida e nobre, porém, o Estado acaba por colocar em risco a vida e a tranquilidade de mais de 20 mil famílias de Brasiléia e Epitaciolândia. “No afã de ajudar esses imigrantes acabamos por colocar diversas famílias em situações de risco haja vista que estão expostos a agressão, prostituição, doenças infecciosas”.

O deputado faz questão frisar que a intenção não deixar de prestar assistência aos imigrantes, porém, o fato de recebê-los e permitir que eles residam no município têm causado diversos conflitos. “O que estou colocando é que naquela região não cabe mais a aceitação de novos imigrantes, pois, a quantidade de hoje já superior ao qual podemos comportar. A população da região está sufocada e aterrorizada com a imigração desordenada e sem controle”.

O deputado propõe que seja realizada uma votação na região do Alto Acre para saber o que deseja a população dos municípios que alvos da imigração. “Sugiro que se coloque uma urna durante a audiência pública para que a população diga sua opinião quanto a presença de imigrantes em seu município. Se desejam a estadia dessas pessoas ou não. Uma coisa é fato, medidas precisam serem tomadas. Precisamos dá rumo a esse povo. Sobre a égide de solidariedade não podemos martirizar a vida de mais de 20 mil famílias”, finalizou.

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