Mãe de Gildemar chora diante da Comissão de Direitos Humanos

A mãe e a mulher do Jovem Gildemar da Silva Lima, possivelmente morto em julho deste ano, choraram, desabafaram e alegaram que estão com medo de represálias. A mulher de Gildemar, Evanice Lima, disse que pode estar numa lista para ser morta a qualquer momento. “Se eles fizeram isso com ele, que é homem, imagina comigo que sou mais fraca”, repetiu em voz alta para todos que estavam assistindo a audiência realizada pela comissão de direitos humanos e minorias da Câmara Federal.

A Comissão, presidida pela primeira vice-presidente, Deputada Federal Antônia Lúcia, já que o presidente, deputado Marco Feliciano não veio, ouviu apenas a mãe de Gildemar. A aposentada Raimunda Costa da Silva, disse aos prantos que não consegue dormir. “as famílias dos PMs presos estão reclamando, mas, eles, ao menos podem ver os parentes, e eu, que nunca vou ver meu filho”, desabafou.

A comissão iniciou a audiência recebendo denúncias, foram 10 no total. Produtores do ramal do cacau e do Seringal Capatará reclamaram de decisões judiciais que lhes tiraram a terra; as vitimas do DDT, os famosos guardas da Sucam, que foram contaminados quando combatiam o mosquito da malária eles estão revoltados com a demora da indenização.

A primeira vice-presidente da comissão de direitos humanos deputada federal Antônia Lúcia, disse que todos os casos apresentados serão analisados e investigados. O trabalho dos deputados é justamente abrir espaço para que comunidade possa buscar ajuda contra as injustiças que partem do próprio estado.

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