MPE quer paz nas escolas do Acre

Com o objetivo de estimular a cultura de paz nas escolas, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) lançou, nesta terça-feira, 10, a campanha ‘Conte até 10 nas Escolas’, que é um desdobramento da campanha ‘Conte até 10’. O evento aconteceu no auditório da Secretaria Estadual de Educação, em Rio Branco.

Criada pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), a campanha faz parte da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), e busca transmitir aos estudantes do ensino médio uma mensagem de paciência e tolerância.

Os jovens foram escolhidos por conta dos dados alarmantes envolvendo esse público nos crimes violentos, seja como autores ou vítimas. “Hoje, infelizmente, a televisão mostra que é bom ser valentão; só que o final dessa história é bem desagradável. O futuro é a cadeia ou o cemitério, em detrimento do sofrimento de quem fica, dos pais, dos amigos”, ressaltou o conselheiro do CNMP, Alexandre Saliba.

Com o lema ‘Valente mesmo é quem não briga’, a campanha visa estimular o debate sobre as consequências sociais e penais de um crime de homicídio, por exemplo, além de estimular atitudes de paz e de respeito aos direitos humanos.

“Hoje é um dia emblemático para lançar esse trabalho, quando o mundo chora a morte de Mandela e celebra o legado deixado por ele, que é o respeito às diferenças, aos direitos humanos”, destacou a procuradora-geral de Justiça Patrícia de Amorim Rêgo, ao lembrar a morte do ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, símbolo da luta em defesa dos direitos humanos.

Será distribuída a cartilha ‘Roteiro de aulas’, que aborda quatro temas centrais: vida e morte; direitos e deveres dos adolescentes; violência nas escolas e bullying, e o enfrentamento da violência nas escolas.

“Serão distribuídos dois kits com a cartilha para cada escola de ensino médio. Nós temos acompanhado na mídia muita violência nas escolas, e esperamos que, com essa campanha, haja uma reflexão sobre essa situação”, comentou o procurador de Justiça Carlos Roberto da Silva Maia, coordenador da Infância e Juventude.

Com o material didático, os educadores poderão elaborar aulas que abordem o tema da violência, com foco na valorização da vida e na mudança de comportamento. “Essa iniciativa soma-se a outras que estamos realizando para combater a violência nas escolas. Nós registramos alguns episódios de violência, de brigas entre alunas que foram filmadas para serem publicadas nas redes sociais. Nós abrimos sindicância, tomamos providências, mas isso não resolve porque não previne, apenas pune quando o problema já aconteceu”, ressalta o secretário estadual de Educação, Daniel Zen.

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