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“Não era fácil ter uma cidade em plena Amazônia”, diz historiador

Há exatos 131 anos, o cearense Neutel Maia dava início a fundação de uma das maiores cidades da região Norte do país. A ideia de ganhar dinheiro com seringal não deu certo, então, ele resolveu montar uma casa comercial, em 1884.

A partir daí, um pequeno vilarejo começou a surgir ao redor e outros comércios também se instalaram na região. Por trás da curva do rio(o marco inicial) estava o estirão e um excelente local para o atracamento de embarcações.

Somente em 1904, surge a vila Rio Branco. Já em 1908, Gabino Besouro decide ocupar a outra margem do rio Acre, até então despovoada. Nasce Penápolis. Apenas quatro anos mais tarde, a cidade é unificada e adota o atual nome.

Durante participação no ‘Gazeta Entrevista’ da última sexta-feira, 27, o historiador Marcos Vinicius Neves lembrou alguns episódios desses 131 anos. Um deles foi do próprio fundador da capital acreana.

“O cassino que ele montou foi o responsável por Neutel Maia ter ido embora. Como ele era quem mais lucrava, o cassino virou motivo de piada. Certo dia, Neutel Maia ficou tão chateado que decidiu ir embora. O criador se virou contra a criatura”, disse.

Segundo Marcos Vinicius, Neutel mudou-se para o Rio de Janeiro e por coincidência morreu atropelado em uma das vias mais movimentadas da cidade. Justamente a avenida Rio Branco.

O historiador também contou o fato que marcou a história da aviação no estado. Estava tudo certo para a inauguração da pista, mas ao invés do solo, o hidroavião Taquary pousou na água e frustrou autoridades que aguardavam ansiosos.

Por muitos anos, a energia elétrica tinha hora para iniciar e terminar. A maior parte do tempo, a cidade não contava com o serviço. “Não era fácil ter uma cidade em plena Amazônia”, ressaltou Vinicius.

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