No Acre, presos são autorizados a reformar celas

Latas de tinta, pincel e cimento. Esses foram alguns produtos comprados por detentos deste presídio, em rio branco. As notas fiscais provam que os itens foram destinados a cela ‘2’ do pavilhão ‘G’ da unidade. Em um dos comprovantes, o valor chega R$ 621.

Uma das compras ocorreu em uma loja do bairro Tancredo Neves. Os funcionários, que preferiram não se identificar, acharam estranho, mas foram informados que a entrega dentro do maior presídio do Acre estava autorizada.

A juíza da Vara de Execuções Penais, Luana Campos, foi responsável pela autorização. Segundo a magistrada, a ideia partiu dos próprios reeducandos. E diante da omissão do estado, esta foi a única alternativa encontrada.

“Não é uma reforma para ficar uma suíte de luxo. Não vejo nenhum problema de que o preso adote providências para ter um ambiente mais salubre do que hoje a gente verifica dentro da unidade prisional”, expôs.

O Instituto de Administração Penitenciária(Iapen), responsável pela unidade, não vê problemas na atitude dos detentos. E se outras alas do presídio também solicitar a reforma, o pedido vai ser autorizado.

“A família reunir condições e principalmente o juízo da execução concordar com aquela pequena obra, não há nenhum problema”, enfatizou o diretor-presidente do órgão, Dirceu Augusto.

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