No Juruá, pessoas com hanseníase se tornam transmissoras em potencial

Mohran denúncia que há sete anos não há acompanhamento da população ribeirinha

Pacientes que dependem do atendimento e tratamento para hanseníase no Juruá denunciam as condições da embarcação que subia e descia os rios fazendo o tratamento das vítimas da doença.

O barco, usado pela Secretária de Estado da Saúde (Sesacre), foi encontrado no rio Môa, distante do porto onde ficava em Cruzeiro do Sul. As tábuas podres que se estendem pela lateral da embarcação e o piso também apodrecido denunciam o descaso do Governo do Acre com esse público.

Os equipamentos que as equipes médicas usavam para os tratamentos estão jogados e geladeiras, fogões e motores estão se perdendo por falta de manutenção e cuidados. Com a falta desse barco, que levava o tratamento a populações ribeirinhas, novos casos de hanseníase estão surgindo na região do Juruá e essas pessoas não estão recebendo atendimento médico.

Sem o tratamento as pessoas portadoras da hanseníase se tornaram transmissoras em potencial. Elson Dantas, coordenador do Mohran, afirma que há sete anos não é feito uma busca ativa pela coordenação estadual de hanseníase para novos casos da doença.

“Os médicos faziam essas buscas ativas, chamavam de força tarefa, e está com sete anos que a coordenação estadual de hanseníase não faz esse acompanhamento dos ribeirinhos do Juruá e são pessoas que precisam desse acompanhamento, identificar o contato de pessoas que estejam com os sintomas da doença” denunciou Dantas.

Atualmente é difícil controlar a doença e até saber quantas pessoas estão doentes na região. Aqueles que precisam de atendimento no Juruá são obrigados a procurar a Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre) em Rio Branco e os que não conseguem acabam sofrendo as consequências da doença.

Informações do repórter Adailson Oliveira para TV Gazeta.

Foto: TV Gazeta.

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