Operadoras de telefonia propõe TAC para melhorar serviços no Acre

Deputados que integram a CPI da telefonia da Assembleia Legislativa se reuniram nesta terça-feira com representantes das operadoras para discutir a qualidade dos serviços no estado. Também participaram da reunião representantes do Procon e da OAB -AC.

Ao longo dos últimos meses a CPI ouviu consumidores de todo o estado sobre a qualidade dos serviços de telefonia. Entre as  reclamações estão: impossibilidade de fazer ou receber ligações, internet móvel sem tráfego, cobranças indevidas, entre outras.

“A área da telefonia é uma das mais reclamadas no Procon, praticamente todo mundo já teve ou tem algum problema com o serviço de telefonia”, declara Daniela Barcellos, diretora administrativa do PROCON – AC

Um levantamento técnico encomendado pela CPI apontou como uma das causas dos problemas o baixo número de antenas no estado para a grande quantidade de linhas em operação. O representante das operadoras de telefonia diz que a culpa é do governo.

“ É importante que o estado faça o licenciamento de uma maneira mais rápida, para que esses investimentos aconteçam”, declara Américo Leite Filho, do Sinditelebrasil, entidade que representa as operadoras.

A comissão de defesa do consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil, vê com preocupação a falta de limite das operadoras que aumentam seu faturamento, sem a contrapartida dos investimentos na infraestrutura tecnológica.

“As empresas tem a sua posição de que o que elas estão fazendo já é suficiente, mas toda a população sabe que isso não faz sentido”, afirma Andrias Sarkis, da comissão de defesa do consumidor – OAB-AC

Para a tarde desta terça-feira estava prevista uma nova reunião entre representantes das operadoras e os órgãos de fiscalização e defesa do consumidor, na qual seria assinado um termo de ajuste de conduta (TAC) proposto pelas empresas. O documento, assinado por representantes das operadoras de telefonia, será anexado ao relatório final da CPI, que deve ser concluído nos próximos dias.

“ Tanto a Assembleia, quanto a OAB e o Procom vamos acompanhar essa questão inclusive para ver se esses investimentos não é o que já estava previsto junto a Anatel, porque a idéia é que nos tenhamos um ganho”, afirma o deputado Luiz Tchê (PDT). Sub-relator  da CPI da telefonia.

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