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Produtos chegam ao Acre e governo busca forma de evitar desabastecimento

Com o rio Madeira ganhando mais volume de água, a cada hora que passa, o isolamento e a perda de quase toda a produção rural do município de Jaci-Paraná, o governo do Acre, espera que a qualquer momento o governador de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB), decrete situação de emergência na região.

Para o Acre, a situação continua crítica mesmo alguns caminhões conseguindo passar na área alagadiça da BR 364. Nessa segunda-feira, 24, dois caminhões carregados com frutas e verduras estavam descarregando na Ceasa de Rio Branco, uma cena que não se via desde quinta-feira passada.

O caminhoneiro Mauro Lemos, que conseguiu passar no ponto alagadiço, mostrou no caminhão a altura que chegou a água na travessia perigosa. “Estava quase cobrindo os pneus, se encher mais um pouco fica impossível fazer a travessia”, explicou.
Segundo Mauro, a Polícia Rodoviária Federal está liberando os caminhões, mas nem todos os motoristas têm coragem de enfrentar a água.

A direção da Ceasa informou que, por enquanto, não não estão faltando produtos na capital. Mas, se o estrada não voltar a dar tráfego normal nos próximos dias, vão faltar produtos básicos em Rio Branco.

O governador Tião Viana aproveitou a visita de líderes comunitários a seu gabinete para informar a situação da BR. Mostrou fotos das dificuldades dos caminhões, e disse que a força aérea vai liberar aviões para trazer alimentos, se a situação do rio Madeira persistir. Quanto ao combustível, existe a possibilidade de se trazer de Cruzeiro do Sul, e, até mesmo, buscar mercadorias no Peru. O governador não descartou que o governo de Rondônia possa decretar situação de emergência a qualquer momento.

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