Revolução acriana tem outros personagens (2)

Nesta quarta-feira, 6 de agosto, a história da revolução acriana é recontada durante as comemorações. Segundo o historiador, Carlos Alberto Souza, o resgate dos acontecimentos não deve se resumir a figura de Plácido de Castro, mas também aos seringueiros e suas famílias, que contribuíram para a grande conquista de autonomia.

Na madrugada do dia 6 de agosto de 1902, homens armados com rifles subiram em canoas pelo Rio Acre, comandados pelo gaúcho José Plácido de Castro. Eles invadiram uma casa de madeira na cidade de Xapuri, onde funcionava uma base Boliviana. O local foi tomado pelos brasileiros. A investida aconteceu justamente no dia da independência da Bolívia, e confundiu a população da época.

Para o historiador Carlos Alberto Souza, os fatos que levaram à revolução acriana precisam ser resgatados dando honra aos combatentes. Relembrar apenas Placido de Castro, de acordo com ele, é roubar da história a importância de pessoas que deram suas vidas para conquistar o território acriano. “Compunham os pelotões do exército acriano mais de 2 mil seringueiros. Essas pessoas saíram das colocações e as famílias ficavam dando suporte, para garantir os alimentos para manter os combatentes”, ressalta.

Entre os aspectos que precisam ser lembrados sobre a ocupação do Acre, está o interesse escuso pelo território, disputado por várias nações. “A região do Acre é rica em borracha que no início do século vinte era matéria prima para a indústria automobilística internacional”, explica.

O fato de outros países terem interesse nas terras que hoje pertencem ao Acre, deixa uma mensagem para as próximas gerações: não é justo demonizar os Bolivianos como rivais antigos de batalhas. Eles foram mais insistentes que os outros adversários e por fim ninguém perdeu. No acordo de paz, a Bolívia cedeu a região disputada e o Brasil pagou pela posse da terra.

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