Saerb precisa de investimento em dinheiro e material para funcionar

Órgão deve receber a reversão a partir de 1° de janeiro de 2022

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, ouviu nessa quarta-feira (22) da direção do Serviço Água Esgoto Rio Branco (Saerb), como estão os preparativos para receber o serviço de abastecimento de água na capital.
No último acordo com o Governo do Acre ficou definida a data de 1° de janeiro do ano de 2022, para que o Departamento Estadual de Água e Saneamento (Depasa) faça o que se chama de reversão. Dessa forma, a Prefeitura passa a assumir toda a responsabilidade de levar água as casas e comércios da cidade.

Atualmente o Depasa, que gerencia o sistema, não conhece onde passa toda a rede em muitos bairros. O departamento não cobra a água que envia, e onde tem hidrômetro, apenas a metade dos consumidores paga a conta, e em muitos casos, é apenas um valor simbólico.

As bombas e a rede em geral são antigas, se o Depasa aumentar a vazão, corre o risco de estourar os canos, e é importante dizer que não faltam vazamentos e nem furto de água.

A diretora presidente do Saerb, Fabiana Souza, diz estar preocupada, pois eles têm comprometimento com a sociedade, e esperam conseguir contribuir para elevar a qualidade dos serviços e o abastecimento de água, além de melhorar também o tratamento de esgoto. A ideia é que eles melhorem mesmo o que já tem, mas precisam de paciência, porque os investimentos são grandes, e muitas são as intervenções que a eles irão ter que fazer ao mesmo tempo.

O Saerb precisa de uma quantia em dinheiro bastante alta para montar uma estrutura administrativa e técnica, além de novos equipamentos. Também precisam de uma sede, pois ainda não possuem, e contratar técnicos para manter o sistema funcionando. Ainda tem um risco de desabamento do local, o qual, no momento, faz a captação de água para a estação de tratamento II, responsável por 70% do abastecimento da capital.

De acordo com o prefeito, os R$ 25 milhões para os primeiros trabalhos do Saerb estão garantidos, a proposta é modernizar o sistema, e para isso, vai ter que captar dinheiro de empréstimo para melhorar o abastecimento, e conseguir arrecadar mais.

Além disso, Bocalom afirmou que foi feito um paliativo, e a coisa está andando. Só que também não tem estudos que possam provar que é possível ficar dois ou três anos funcionando. Então o seu grande medo é que o ano que vem depois que termina o inverno e entra o verão, podem ter problemas novamente naquele sistema.

Com informações do repórter Adailson Oliveira

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