Ufac: tecnologias para ensino de matemática

Com o objetivo de integrar o uso de tecnologias digitais ao ensino da matemática, um projeto da Universidade Federal do Acre (Ufac) vai levar estudantes do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET) a escolas públicas da rede básica de ensino em Rio Branco e Tarauacá.

A ideia é otimizar o uso de laboratórios de informática ou dos smartphones dos próprios alunos a partir da utilização do software ou aplicativo GeoGebra. “Nossa experiência na Ufac aponta que o software já é bem conhecido entre professores, mas ainda pouco utilizado em sala de aula, daí a necessidade desse conjunto de capacitações”, lembra o coordenador do projeto, professor Wenden Charles.

O GeoGebra é um programa de geometria dinâmica que tem download livre, e que vem sendo objeto de diversas investigações didáticas em virtude dos vários recursos oferecidos e da fácil utilização apresentada.

Segundo Wenden, a ferramenta se destaca, porque ajudar a chamar atenção do atual aluno da rede básica que possui um perfil muito mais digital. “O software permite que o professor trabalhe todo o conteúdo que estaria no livro ou no quadro com a facilidade do dinamismo que a tecnologia digital e que está muito mais próxima desse novo aluno”.

Financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Acre (Fapac), com recursos na ordem de R$ 290 mil, o “Matemática virtual com GeoGebra” prevê o desenvolvimento de duas frentes de trabalhos principais: A capacitação dos estudantes universitários para utilização do sistema; e a realização, posterior, de cursos em 20 escolas das redes Estadual e Municipal. A expectativa é alcançar cerca de 2500 jovens estudantes da rede básica. Ao todo, entre bolsistas e colaboradores, 100 pessoas estão ligadas à execução do projeto.

“Estamos na fase de capacitação dos nossos bolsistas e colaboradores. Com o encerramento do ciclo de capacitação em Rio Branco, demos início, na segunda-feira (17), ao treinamento dos colaboradores de Tarauacá. O passo seguinte será o desenvolvimento de dinâmicas dentro das próprias escolas”, explicou o professor. A etapa das atividades de capacitação acontece com o apoio de servidores do Instituto de Ciências, Filosofia e Matemática do Governo do Estado. Nas escolas, a previsão, é que as atividades tenham início a partir do mês de agosto.

“Pensando no ensino da matemática, diversas pesquisas têm discutido o papel do uso das tecnologias nos processos de ensino e aprendizagem que não podem ser descartadas pelo professor na sala de aula, mas assumida como aliada. Esse nosso objetivo. Tornar a matemática simples e mais próxima do maior número de alunos”, justifica Charles.

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