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Companheira de Gildemar fala à imprensa após prisões de PMs

Delegado diz que militares presos negam acusações

Para o delegado Robert Alencar, que está à frente das investigações, indícios apontam o envolvimento direto de seis policiais militares no desaparecimento de Gildemar da Silva Lima, em julho deste ano.

Além dos soldados Girley Lemes da Costa, Bruno Fabricio Ferreira e o sargento José Natalino de Souza, outros três PM’s podem ter participação no caso.

“Temos provas contundentes de apenas três dos seis autores que praticaram a infração penal”, respondeu.

Segundo Robert Alencar, durante depoimento, os policiais presos negaram as acusações. Mas sete testemunhas reconheceram os militares que fizeram as abordagens na invasão Praia do Amapá, periferia da capital.

Quase cinco meses já se passaram e o desafio é encontrar o corpo do jovem de 24 anos de idade. “O que a gente precisa é ter outra informação exata para que não se realizem buscas sem sentido”, enfatizou.

Na comunidade onde Gildemar morava, o clima é de medo. Poucos falam sobre o assunto. A casa onde ele morava está a venda. Por telefone, entramos em contato com Evanice Paes, companheira do ajudante de pedreiro.

Após a prisão dos policiais, esta é a primeira vez que ela fala sobre o assunto. Acompanhe a conversa exclusiva concedida a reportagem de Agazeta.Net.

Agazeta.Net: O que a senhora achou da prisão dos 11 policiais militares?

Evanice Paes: – Não sei se eles estão envolvidos ou não. Só sei que eles se apresentaram para mim como da polícia. Mas já que chegaram até eles, alguma culpa eles têm, né?

Agazeta.Net: Foram estes policiais que invadiram a casa naquela noite e prenderam Gildemar?

Evanice Paes: – Eu não reconheci nenhum. Não posso falar o que eu não sei.”

Agazeta.Net: A senhora teme por sua segurança?

Evanice Paes: – Com certeza. Ainda mais agora que foram presos. Sei lá quando eles saírem podem fazer alguma coisa comigo.

Agazeta.Net: A senhora colocou a casa a venda. Como fica o seu futuro?

Evanice Paes: – Estou indo para a colônia e não sei quando eu volto.

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