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Associação de Militares estuda causa de mortes de policiais

63% das mortes foram classificadas como “violentas”

Levantamento aponta as principais causas de mortes entre policiais militares do Acre nos últimos 16 anos. Segundo a pesquisa, infarto e homicídio estão entre as principais causas.

Entre os anos de 2000 e 2016, foram registradas 185 mortes de policiais militares no Acre. As causas são diversas e foram separadas em um estudo elaborado pela Associação dos militares do Acre (Ameac).

63% das mortes foram definidas como: violentas. Desse total, 42% dos pm’s foram alvos de homicídios.

“Aí a gente precisa conversar, se aproximar um pouco mais do comando da Pm. da Secretaria de segurança pública afim de criarmos algumas ações em conjunto pra resguardar o policial militar, sobretudo quando ele está de folga, quando não está representando o estado. Parte desses homicídios ocorreram enquanto os militares estavam de folga”, afirma.

Do total das mortes violentas 38% foram em acidentes de trânsito, 16% foram por suicídio, e 4% das por afogamento.

As mortes por infarto, segundo a pesquisa, representam 21% das causas que vitimaram policiais militares. Para a associação da categoria, o resultado está vinculado a carga horária excessiva que os pm’s cumprem.

Segundo estatística da PM de São Paulo, quando um policial completa 30 anos de serviço, é como se ele tivesse trabalhado 43 anos. A comparação é feita com uma pessoa da sociedade civil.

“Nós temos uma situação peculiar aqui no nosso estado, por que aqui devido nossas condições financeiras, devido ao salário baixo, o policial é levado a vender sua folga para o Estado. Sem contar as idas aos fóruns, pra prestar depoimento, e isso não é contado como escala de serviço”, explica Dias.

A pesquisa coordenada pela Associação dos Policiais Militares do Acre foi elaborada com base em informações da Divisão de Inativos e Pensionistas da Polícia Militar do Estado. O setor é responsável pelos procedimentos de liberação de pensões.

“Nosso objetivo maior é chamar a atenção da instituição, do governo e das próprias entidades representativas dos policiais militares, trabalhando de uma forma preventiva olhando o policial militar. Não somente pela perspectiva de uma escala de um prestador de serviço para a sociedade, mas como um ser humano que precisa ser cuidado e precisa ter uma atenção maior do poder público”, conclui.

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