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Associação lamenta extinção do grupamento Giro

Presença nas ruas comprometida pela gestão

O Grupo de Intervenção Rápida e Ostensiva (Giro) da Polícia Militar foi totalmente desativado em Rio Branco. A informação foi confirmada pela Associação de Militares do Estado (Ame), que desde 2015 alertava sobre essa possibilidade.

Naquela época, a denúncia era de insuficiência de viaturas para a demanda e falta de manutenção e peças para as motos que eram utilizadas. Dito e feito.

O Giro foi criado com a finalidade de atuar em ocorrências que envolvam principalmente infratores que utilizam motocicletas para cometer crimes.

“O Giro tem e tinha uma participação no atendimento rápido das ocorrências, sobretudo aquelas que estão no centro da cidade. Em alguns horários de pico, um carro ficaria preso no trânsito, enquanto que uma moto dá maior agilidade no atendimento da ocorrência”, afirma o presidente da AME, Joelson Dias.

O problema da precarização de viaturas se arrasta. A categoria já denunciou que militares chegavam a tirar dinheiro do bolso para fazer as viaturas rodarem, trocando peças e até colocando combustível.

“O que a gente espera é que essas coisas mudem e a Polícia Militar possa ter uma atenção mais especial do governo do estado. Que o governador se sensibilize e possa fazer mais investimentos na segurança pública e em especial na Polícia Militar”, conclui Dias.

O Giro atuava em dois batalhões da capital, o 1º e o 4º, atendendo um grande número de bairros. Os resultados desse policiamento nunca deixaram dúvidas quanto sua importância. Para a sociedade é frustrante saber que um serviço tão eficaz será desativado por falta de manutenção.

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