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Agente assassinado não participou de revista no FOC, diz associação

Cunhado de agente também está em estado “grave”

O agente penitenciário Romário Cavalcante Alexandrino morreu na madrugada desta quarta-feira no Pronto Socorro do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco. Ele não resistiu aos ferimentos causados por tiros. Foram dados três disparos dentro da casa onde morava na Vila do Incra, distrito de Porto Acre.

Segundo informações da Polícia Militar, cinco homens invadiram a casa para realizar a execução. O cunhado de Romário também foi atingido pelos disparos e está com quadro clínico classificado como “grave”.

Estavam na casa no momento do crime o agente Romário, a esposa e o cunhado do agente. O IML ainda não liberou o corpo do agente para ser velado na Igreja Quadrangular da Vila do V, distrito de Porto Acre.

O assassinato aconteceu por volta das 10 horas da noite de terça-feira. A Associação dos Agentes Penitenciários relaciona a execução de Romário com as últimas revistas que estão sendo realizadas nos presídios do Acre.

Mas, a associação informou que Romário não participou da revista feita ontem no Pavilhão A do presídio Francisco D’Oliveira Conde quando foram apreendidos celulares, drogas, uma pistola Ponto 40 e “stocks”.

A Associação dos Agentes vai solicitar ao Governo do Acre uma área de terra para que sejam construídas casas para agentes penitenciários. Dessa forma, a associação entende que pode diminuir a vulnerabilidade dos profissionais diante do cenário de guerra entre facções.

“Isso é uma resposta clara das facções em função do trabalho que está sendo feito”, avalia o presidente da Associação dos Agentes Penitenciários do Acre, José Janes. “Quando eles querem intimidar, eles não avaliam o perfil do agente. eles levam em conta a vulnerabilidade. Quem for mais vulnerável está sujeita a essa situação”.

Na segunda-feira, na Baixada da Sobral, um agente penitenciário teve que sair da casa onde morava com a esposa e o filho pequeno. O carro da família foi incendiado e vários disparos foram efetuados. “Em Tarauacá também há registrao de intimidação ao trabalho de agentes”.

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