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Baleia Azul: a nova onda criminosa na web

Menina de escola pública teria se automutilado

No último final de semana, uma adolescente teria se automutilado ao participar do jogo Baleia Azul. O game propagado na internet sugere desafios onde os participantes ao final, são instigados a tentar suicídio.

A Polícia Civil do Acre está investigando o responsável pelo jogo Baleia Azul, que já fez sua primeira vítima no Estado.

As fotos foram compartilhadas nas redes sociais e denunciam a primeira vítima do jogo Baleia Azul no Acre. A menina de 17 anos, estudante de uma escola pública de Rio Branco teria afirmado aos amigos que havia participado do desafio e que por fim, tentou suicídio.

Segundo o delegado que investiga o caso, as lesões que foram tratadas a tempo, não ofereceram risco de morte a vítima. Mas, agora, a polícia quer saber quem está por trás do jogo que instigou a adolescente a tentar suicídio.

“A pessoa que se lesionou não vai responder a um crime, mas aquele que instiga, vai responder sim. Todas as agressões e se houver morte vai responder por isso na qualidade de instigar um suicídio”, disse o delegado Rêmolo Diniz.

No país, hoje pelo menos dois casos de morte sob investigação policial, em Mato Grosso e na Paraíba, além de uma tentativa de suicídio, no Rio de Janeiro, que supostamente podem ter relação com o jogo Baleia Azul.

Segundo especialistas, não se trata de um jogo, e sim de uma sequência de troca de mensagens em redes sociais e tarefas a serem cumpridas. Nas conversas, um grupo de organizadores, chamados “curadores”, propõe 50 desafios macabros aos adolescentes, como fazer fotos assistindo a filmes de terror, automutilar-se desenhando baleias com instrumentos afiados em partes do corpo e ficar doente.

“Isso é preocupante por que pessoas são facilmente induzidas e pessoas querem estar na moda e isso é uma moda perigosa. Pedimos aos pais que são aos mais afetados com isso que se alertem e fiscalizem os filhos principalmente durante a noite as madrugadas quando os filhos ficam sem controle nessa atuação”, sugere o delegado.

Nas escolas não se fala em outra coisa. Para os estudantes, quem se envolve no desafio mortal é por que tem necessidade de chamar a atenção.

“Eu vejo que eles não pensam no que fazem e é só pra ficar popular”, opina Israel Aguiar, estudante de 16 anos.

“Por o jovem não ter atenção do pai, às vezes faz isso, vai pro mundo das drogas, faz isso”, comenta Larissa Raiane, de 15 anos.

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