020817-policia-celularempresidio-cedida

Bloqueadores de celular são ineficazes em presídios

Acesso livre à internet 4G ao lado da torre de bloqueio

Os bloqueadores de sinal de telefonia celular são ineficazes no presídio estadual Francisco D’Oliveira Conde, em Rio Branco. Um vídeo enviado à produção da TV Gazeta mostra que, mesmo ao lado da torre onde está o equipamento que deveria bloquear o sinal de telefonia, os aparelhos têm acesso normal, inclusive à internet 4G.

Para a Secretaria de Estado de Segurança Pública, a compra dos bloqueadores serviria para impedir comunicação entre líderes de facções que atuam dentro do presídio com integrantes do grupo fora do presídio.

A situação deixa a gestão pública praticamente sem controle da situação. “O que fica de questionamento é o custo desse equipamento e a eficácia dele. Está valendo a pena?”, pergunta o presidente da Associação dos Agentes Penitenciários, José Janes Silva.

A direção do Instituto Penitenciário afirma que o sistema está em fase de adequação. E que a expectativa é que nos próximos dias consigam bloqueio integral. Uma nova operadora entrou em cena nas proximidades da Penal.

Essa nova empresa de telefonia opera em uma frequência acima dos bloqueadores e fornece uma internet de 10 gigas. Isso possibilita que uns abram Wi-Fi para os outros. Apesar dos esforços para bloqueá-la, até agora nada foi conseguido.

Mesmo porque para instalar a torre, a empresa recebe autorização da Anatel e se instala visando justamente um nicho de mercado de quatro mil presos, potenciais usuários.

“Há uma discussão em todo país para que se possa ter um mecanismo legal que faça com que essas empresas não atuem dessa forma. Mas, por enquanto, essa legislação federal não existe”, reconhece o diretor-presidente do Instituto de Administração Penitenciária, Martin Hessel.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*