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Bloqueio das pontes expõe fragilidade institucional

Determinação da Justiça Federal põe fim a protesto

Depois de 15 dias de protestos, ordem judicial garante desbloqueio das pontes em Epitaciolândia e Brasileia, na fronteira do Acre com a Bolívia. Familiares de um brasileiro que foi levado por policiais bolivianos suspeito de participar de um sequestro, pediam a intervenção das autoridades brasileiras no caso.

Os agentes da Polícia Federal chegaram até a ponte da fronteira em Epitaciolândia, um dos locais do protesto, por volta das 9 da manhã desta sexta-feira. Eles traziam nas mãos um mandado judicial expedido pelo juiz titular da Comarca de Brasileia, para desobstrução das pontes na fronteira. Os manifestantes se revoltaram.

As pontes foram bloqueadas por familiares do acreano Sebastião Nogueira, acusado de integrar quadrilha que sequestrou o filho de um senador da Bolívia. Policiais bolivianos prenderam Nogueira, segundo os manifestantes, dentro da casa onde morava em Epitaciolândia. A manifestação durou 15 dias.

Segundo o delegado Faris Segalis, o policiamento seria reforçado para garantir o desbloqueio das pontes. “Já tem uma investigação instaurada e ela está em andamento. Eu queria esse compromisso [de liberar a ponte], por que se não vai ter que vir a polícia ostensiva, vai ter que vir o choque e não é o que a gente quer”, disse.

A mãe e a irmã do brasileiro preso desmaiaram. O Samu foi acionado. A família de Sebastião Nogueira iniciou uma campanha para tentar retirá-lo da Bolívia. Bloquearam a ponte de Epitaciolândia primeiro e depois de alguns dias, também interditaram a de Brasileia.

Uma fila com aproximadamente 80 carretas se formou. Sebastião teve a extradição negada pelo juiz do Departamento de Pando na última quarta-feira.

Por volta das 11:30 da manhã as pontes foram liberadas. Em ambos os lados dos países houve vigilância policiais. Do outro lado da ponte, dezenas de policiais bolivianos acompanhavam a negociação. Com as pontes liberadas, pessoas que aguardavam para atravessar a fronteira, puderam seguir viagem.

 

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