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Capitão PM: negociações foram conduzidas com maestria

Três militares estiveram à frente das conversas no assalto à lotérica

Giovane Galvão, capitão da Polícia Militar, faz parte da instituição há 20 anos. Na última quinta-feira, 10, ele participou das negociações com Moisés Nascimento durante tentativa frustrada de assalto a casa lotérica do centro de Rio Branco.

Ao todo, três militares estiveram à frente das conversas. Às 13h15, capitão Giovane assumiu a negociação que só chegou ao fim mais de três horas depois. 24 pessoas foram mantidas reféns e ficaram sob a mira de uma pistola 380.

O militar possui formação de negociação e momentos de crise pelo Grupo de Ações Táticas Especiais de São Paulo. Giovane confirma que houve agressões físicas e psicológicas aos reféns. Os criminosos também pediram a presença de um pastor evangélico no local.

Capitão Giovane explica que neste tipo de situação, nem todas as exigências devem ser atendidas. Uma delas é oferecer veículo para fuga. “Desta forma, iríamos transferir a crise estática em móvel. Isso não seria bom”, argumentou.

Após seis horas, os bandidos se renderam e ninguém ficou ferido. Capitão Giovane disse que a operação foi conduzida com maestria. Questionado sobre a falta de investimentos em segurança, ele rebateu: “não vivemos em um mundo perfeito. Os meios materiais e humanos são adequados, mas os investimentos têm que ser continuados.”

As declarações do capitão da PM foram dadas ao jornalista Alan Rick, no ‘Gazeta Entrevista’ da última sexta-feira, 11.

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