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Caso Bruno: polícia encontra contratos das obras

Amigos teriam 15% das possíveis vendas

O departamento de Inteligência da Polícia Civil detalhou novas informações sobre o caso Bruno Borges. Em entrevista realizada na manhã desta quarta-feira (31), o chefe do departamento, delegado Alcino Júnior, mostrou as buscas de dois contratos feitos entre Bruno Borges e dois amigos.

Os documentos mostram que os dois amigos teriam 15% de participação em futuras vendas das obras do que chamou Projeto Enzo (14 livros que pretendiam falar sobre Filosofia). Quando buscavam os contratos, os policiais também encontraram pequena quantidade de maconha na posse na casa de Marcelo Ferreira (um dos amigos), que foi preso em função do flagrante da droga e também pelo fato de ter mentido em depoimento à polícia durante as investigações. Na ocasião, Marcelo teria dito que não sabia de nada a respeito do sumiço.

Bruno desapareceu há dois meses e chamou atenção de todo país, quando deixou as 14 obras organizadas e codificadas. Os exemplares estavam organizados em um quarto em que tinha a estátua de Giordano Bruno, um filósofo italiano queimado pela Inquisição por defender ideias consideradas subversivas para época medieval.

“Os contratos foram registrados no Primeiro Tabelionato de Notas em Rio Branco no dia em que Bruno desapareceu”, afirmou o delegado Alcino Júnior, do departamento de Inteligência da Polícia Civil. Os amigos de Bruno podem ser acusados de falso testemunho.

As investigações continuam. A polícia não descarta a participação de mais pessoas.

“Não é jogada de marketing”, diz mãe de Bruno

A mãe do jovem Bruno Borges, Denise Borges, refuta a ideia de que o desaparecimento do filho seja uma “jogada de marketing”. “Eu sou a única pessoa que li os quatro livros. Não se trata de uma jogada de marketing. Eu já sabia da existência dos contratos. Aqueles meninos ajudaram o Bruno”, disse a mãe que prepara a feitura de uma nota para divulgar em redes sociais.

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