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Caso Maria Cecília: advogado de defesa do policial se pronuncia

Marcellus diz que “as mentiras vão ser descobertas”

O caso do Policial Federal, Dheymersonn Cavalcante, acusado de ter matado a filha Maria Cecília de dois meses tem novidades. Nesta quinta-feira (4) além de falar sobre o exame de DNA, o advogado de defesa, Kaio Marcellus, se pronunciou sobre outras questões que a defesa contesta.

Segundo o advogado, o resultado do exame de DNA não interfere nada na defesa. “O Dheymersonn sempre acreditou que era o pai da Maria Cecília e então ele aguarda o final da investigação”, esclareceu.

De acordo com Marcellus, não foi o policial federal que teve a ideia de abortar. “A Micilene mentiu no depoimento dela na delegacia, porque no início do período gestacional ela que teve a ideia de abortar e ela passou isso para o Dheymersonn, porque ela disse que tinha problemas no útero, tinha miomas e não poderia gerar a Maria Cecília, então, quem teve a ideia de abortar foi ela. O Dheymersonn no primeiro momento pediu para que ela se acalmasse e refletisse um pouco e só depois disse a ela que apoiava na decisão que ela resolvesse tomar”.

Outra questão que a defesa contesta é sobre os comprimidos que Micilene diz que foram colocados para que ela abortasse. “Novamente a Micilene mente na delegacia, porque o comprimido, que na verdade não foram comprimidos encontrados, foram algumas pastilhas, não eram abortivos. O protocolo do Ministério da Saúde é que toda vez que o médico identifica comprimidos abortivos ele deve encaminhar para as autoridades competentes na investigação, e quando ela foi atendida o médico não identificou esses comprimidos abortivos, então ela mentiu novamente na delegacia”, disse o advogado de defesa, Kaio Marcellus.

“Outra mentira da parte dela é que o Dheymersonn não a ajudava financeiramente. O Dheymersonn desde o início da gestação ajudava a criança. A defesa já apresentou os comprovantes de depósitos no inquérito policial e a Delegacia de Homicídios já tem esses documentos”, garantiu o advogado.

Segundo o advogado, a mãe da Maria Cecília, Micilene, em todo momento deturpa as informações e omite informações durante depoimento. “Na verdade quem insistiu para que viesse em Rio Branco foi a Micilene, porque ela tinha uma relação muito boa com a avó da criança, mãe do Dheymersonn. Em mensagens trocadas pelo Whatsapp, Micilene, pede para que o policial federal compre a passagem dela. E quando ela vem em Rio Branco tem essa fatalidade, falecimento da Maria Cecília, mas ela omite a delegacia que a Maria Cecília sofreu o mesmo incidente em fevereiro no colo dela. Ela relata em conversa no whatsapp que a filha dela quase faleceu e desabafa para o Dheymersonn que estava preocupada com a saúde da bebê”.

Para concluir, Marcellus declara que a Maria Cecília já tinha uma doença. “Eu acredito que o laudo cadavérico vai poder demonstrar que ela tinha problemas respiratórios, infelizmente foi uma fatalidade, mas as mentiras vão ser descobertas e a responsabilidade civil vai ser apurada posteriormente”.

O Delegado Martins Hessel aguarda os laudos da perícia criminal para concluir o inquérito e encaminhar ao Ministério Público.

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