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Caso Rafael Frota: testemunhas começam a ser ouvidas

Mãe não acredita em punição a quem matou seu filho

Ao todo, sete testemunhas foram ouvidas na manhã desta sexta-feira (12) durante as oitivas realizadas na 2ª Vara do Tribunal do Juri, no Fórum Criminal, sobre o caso do estudante Rafael Frota, morto em julho do ano passado durante briga em uma boate de Rio Branco.

O réu, o policial federal Victor Campelo, não foi ouvido nesta manhã devido à ausência de algumas testemunhas.

Segundo o advogado da família de Rafael, Mauricio Hohenberger, após todas as testemunhas ouvidas e as alegações finais realizadas, o juiz deve definir se o réu vai a júri popular ou não.

“Nós estamos trabalhando no sentido de que isso vá ao júri até porque têm ocorrido várias ações dessas instituições federais, com homicídios e tudo mais, que as pessoas simplesmente vão embora daqui e nada acontece”, advertiu.

Para a mãe de Rafael, Neide Frota, que acompanhou os depoimentos das testemunhas, as declarações são muito controversas. “Eu acho que tem gente que veio aqui só pra mentir. Depoimentos variam de um dia para o outro. Há muita contradição. Pessoas que não têm compromisso com a verdade”.

Rafael é apontado pela defesa do policial como causador da confusão. “O mais triste é querer trazer a vítima que nada tinha a ver com a situação. O laudo já demonstra isso, querer trazer ele a responsabilidade de ser vítima, a responsabilidade pelo seu assassinato”, disse Hohenberg.

Sobre os rumos do caso, a mãe de Rafael disse não estar otimista. “A nossa Justiça é muito falha. Eu não acredito que a Justiça seja feita”, resignou-se.

Procurado pela equipe da TV Gazeta para gravar entrevista, o presidente do Sindicato dos Agentes da Polícia Federal, gravar entrevista. Já o advogado de defesa do réu, Wellington Silva, reforçou a tese de legítima defesa.

“Ele agiu para repelir uma agressão real e iminente. Eram três ou quatro agressores que batiam nele que estava caído ao chão e ele teve que usar dos meios que ele dispunha para se defender que, no momento, era uma arma de fogo. Ele atitou nos acusados, o que ficou comprovado nas provas periciais, provas documentais e testemunhais”.

Entenda caso

O estudante de Odontologia Rafael Frota, 26, foi morto com um tiro no abdome. O tiro que vitimou o rapaz teria partido da arma do policial federal Victor Manoel Fernandes Campelo. O fato aconteceu na madrugada do dia 2 de julho de 2016, na boate Set Clube, região central de Rio Branco.

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