Chacina de família boliviana vai completar dois anos sem julgamento

Crime aconteceu no dia 13 de setembro de 2020, no Laranjal, localizado no município de Acrelândia

A chacina da família boliviana vai completar um ano e sete meses e os acusados pelo crime ainda não foram a julgamento. Em 13 de setembro de 2020, na fronteira com a Bolívia, na região próxima do ramal do Pelé, em Acrelândia, uma família de brasileiros matou uma mãe e dois filhos, além de ferir uma jovem de 13 anos, que só se salvou das balas por fingir estar morta. A jovem mesmo ferida conseguiu atravessar o rio Abunã e pedir ajuda.

O pai da menina não morreu porque tinha saído para buscar a polícia, pois queria denunciar um homem brasileiro que tinha estuprado a filha. Os bolivianos chegaram a amarrar o suspeito. Quando a família do brasileiro soube que o suspeito estava em cárcere, foram liberta-lo. Ao chegar no local onde a família boliviana estava, disparam vários tiros de espingarda.

Depois de vários dias de perseguição pelo grupo criminoso, mata adentro, a polícia conseguiu prender cinco pessoas e apreendeu um menor. Um dos presos é Gean Carlos Nacimento da silva, conhecido como Baleado, e muito temido no ramal do Pelé. Ele é o pai dos envolvidos e teria comandado a chacina. Um dos suspeitos, Gilvani Nascimento da Silva, o Bulu, de 19 anos, apontado como a pessoa que estuprou a menina de 14 anos, conseguiu fugir do cerco policial, mas foi morto em Rio branco em abril do ano passado.

Desde então os suspeitos continuam presos esperando o julgamento. Depois de atirar nas vítimas eles cobriram os corpos com lençóis e colocaram entre a enorme raiz de uma árvore, mas todos foram reconhecidos pela menina de 14 anos que conhecia a família Nascimento.

Relembre o caso

Os brasileiros suspeitos da chacina contra uma família boliviana viraram réus. A justiça de Acrelândia acatou a denúncia feita pelo Ministério Público. Sete pessoas, sendo seis da mesma família, participaram do assassinato da família boliviana, apenas uma adolescente de treze anos que foi atingida por disparo de espingarda conseguiu sobreviver.

O crime aconteceu no dia 13 de setembro no Laranjal, localizado no município de Acrelândia, na fronteira Brasil e Bolívia. Essa área estava sendo desmatada pela família boliviana, para Pedro Ribas, o pai dos jovens mortos na chacina, quem motivou os crimes foi Geovan Nascimento Silva, o Bulu.

Pedro descobriu que Bulu havia estuprado sua filha e o amarrou enquanto buscava a polícia, nesse intervalo de tempo, os irmãos e amigos de Bulu montaram um plano de resgate. Ao chegar ao local decidiram matar a família e pegar as espingardas, após atirar nas vítimas, os corpos foram colocados entre raízes de uma árvore, a adolescente de 13 anos mesmo ferida conseguiu fugir e buscar ajuda.

Segundo a polícia de Acrelândia, pelo menos sete pessoas estavam envolvidas diretamente nas mortes. Quatro estão presas, são elas: José Francisco Mendes de Souza, um amigo da família que segundo as investigações atirou na mãe e em um dos jovens; Geane Nascimento; Luciano de Oliveira, que atirou em um dos jovens; e Jean Carlos Nascimento da Silva, que também responderá pelos crimes. Segundo a polícia, Jean não estava no local, mas deu suporte aos filhos e atrapalhou as investigações. O adolescente que efetuou disparo contra os jovens foi apreendido.

Dois réus ainda estão foragidos, são eles: Bulu, suspeito de estupro, e seu irmão Giovane Nascimento da Silva.

De acordo com o delegado responsável, eles irão responder pelos crimes de integrar organização criminosa, homicídio qualificado em sua forma consumada e estupro. O adolescente apreendido também deve responder por ter participado do ato criminoso.

Matéria de Adaílson Oliveira para TV Gazeta

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

*