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Comerciante procura PM e é informado que não há viatura no quartel

Fato aconteceu no início da noite de sábado, no Segundo Distrito

Depois de ouvir pelo telefone celular que a esposa estava sendo vítima de um assalto, o homem corre até o batalhão da PM do Segundo Distrito da cidade de Rio Branco, pede ajuda e recebe como resposta que ligue para o 190, porque não havia viatura.
 
Os bandidos levaram celulares e todo o dinheiro apurado durante o dia de um comércio de carnes, que fica no bairro Cidade Nova.
 
Passava das 19h do último sábado, as portas do açougue estavam sendo fechadas, quando dois homens entram armados. Um deles, que estava de capacete na cabeça, passa direto para o escritório onde estava o proprietário do comércio. O segundo bandido rende a funcionária que está no caixa e manda que ela vá ao chão. Outro empregado também é obrigado a ficar deitado no piso do comércio.

O assaltante chegou a colocar o revólver em cima da mesa para pegar as moedas do caixa e colocá-las dentro das calças.
 
O proprietário, que não quer se identificar, disse que o assalto durou pouco mais de quatro minutos, mas foi o suficiente para os bandidos levarem todo o dinheiro do movimento de sábado. Segundo ele, esse é o terceiro assalto ao mesmo comércio.
 
O mais estranho nesse assalto é a denúncia do comerciante. Durante o assalto, o celular da funcionária rendida ficou ligado, o marido bem que tentou ajudar, mas o policial de plantão do Segundo Batalhão teria, segundo o comerciante,negado ajuda. “Não temos segurança nenhuma no Segundo Distrito. Aqui os bandidos fazem o que querem. Quando precisamos da policia, veja o que acontece”, desabafou.
 
O outro lado
 
Em conversa com o Major Bino, Comandante do 2º Batalhão da PM, ele disse que o procedimento realizado pelo Policial Militar que atendeu o reclamante é o correto.
 
Ainda segundo o oficial, ligar para o 190 é a forma mais fácil e rápida de ser atendido, pois os atendentes do Ciosp fazem a triagem e sabem qual viatura está disponível para atender cada caso, pois as viaturas não ficam nos quartéis, e sim em rondas nas ruas.
 
Mesmo afirmando que acha improvável o policial ter negado ajuda ao homem, o Major disse a nossa equipe que vai apurar mais informações sobre o ocorrido.

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