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Confira os gestos que demonstram possível falha

Responsável pelo Samu diz que vai investigar

Alguns gestos capturados pela equipe de jornalismo da TV Gazeta e do site agazeta.net expõem problemas entre as equipes de socorro no acidente envolvendo um Pálio e uma caminhonete Amarok às sete horas da manhã de sexta-feira.
Confira:

Gesto 1: Embora muito debilitado, Valdemar Muniz dos Santos (segundo relato de testemunhas), entrou vivo e consciente no helicóptero comandante João Donato;

Gesto 2: Ao pousar nas imediações do Arena da Floresta, o militar responsável pelo transporte da vítima, Sargento Bombeiro Fábio, avisa, por meio de gestos, que a maca deve dar a volta pela aeronave para pegar o acidentado. Na sequência, o Sargento Fábio faz o gesto característico que sugere “morte”: a mão paralela ao chão passando de um lado a outro pelo pescoço.

Gesto 3: Nesse instante, o médico conhecido como “Ítalo” já está ao lado da aeronave no local sugerido pelo militar. O médico faz o procedimento automático: liga uma pequena lanterna e verifica a pupila do acidentado. A expressão do rosto do médico já sugere desesperança.

Gesto 4: A equipe leva a vítima para a ambulância do Samu. A enfermeira Necila fica indignada. “Mas, não está entubado, não?! Pelo amor de Deus!” Ela não consegue disfarçar. “Um rapaz jovem!”

Gesto 5: Nesse instante, o médico Ítalo entra na ambulância e novamente confere o comportamento da pupila da vítima. Nesse momento, o médico quase comete um ato falho. Demonstrando irritação, levanta a cabeça e diz: “Rapaz…!” Fica sugerido que ele iria dizer algo à equipe. Mas, ao perceber os diversos repórteres-cinematográficos, recua e sai da ambulância. Pega o equipamento de comunicação com a central e fala com uma moça chamada “Priscila”, que trabalha no departamento de “regulação” do Samu.

Gesto 6: Ítalo informa à atendente da situação em que encontrou a vítima: “Não veio preparado e não estava entubado”.

Gesto 7: Após falar com a Central, o médico Ítalo reclama que “estava esperando a p… do helicóptero e vocês não foram lá”. Essa reclamação tem a seguinte lógica: cedo pela manhã, a viatura do Samu em Rio Branco se dirigiu ao aeroporto para que o médico fosse levado na aeronave até o local do acidente. Mas, isso não ocorreu. Daí, a reclamação feita ao Sargento Fábio.

Gesto 8: Nesse instante, o Sargento Fábio estava ao lado do médico: começa a discussão e o princípio de briga.

De quem foi o provável erro?

No local do acidente, havia duas viaturas do Samu: uma de Capixaba e outra de Xapuri. Presume-se que haveria médicos no local. De acordo com a enfermeira Lúcia de Fátima Carlos Paiva Luna, responsável pelo Samu no Acre, ainda não há elementos para saber por que não “entubaram” o paciente e que efeito isso teria diante da gravidade do fato.

“Eu não sei o critério de julgamento que o médico usou para não entubar o paciente”, defendeu a responsável pelo Samu. “A enfermeira que recebeu o acidentado aqui em Rio Branco não julgou conduta. Apenas ela tinha a informação da equipe de regulação de que o paciente estava entubado”. A responsável pelo Samu disse que todo o procedimento será investigado.

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