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Coronel afirma que resgatou PM para evitar injustiça

Tenente-coronel Márcio diz que “faria tudo de novo”

Cena lamentável do embate entre policiais civis e militares na noite de sábado, na delegacia de flagrantes de Rio Branco, não para de ter repercussões. Os delegados, revoltados, depois que um grupo de PM’s retirou a força um sargento que tinha recebido voz de prisão, chegaram a chamar a os militares de “milícia”, e gritavam que a lei deveria valer para todos.
O tenente-coronel Márcio, acusado de liderar o movimento que retirou o sargento  de uma das salas da delegacia,  disse em entrevista que faria tudo de novo, se fosse necessário. O oficial  disse o militar foi desrespeitado com o excesso de poder por parte do delegado Leonardo Santa Bárbara. Segundo o coronel, o sargento tinha atendido um caso de acidente de trânsito, e estava atuando com os procedimentos normais. Só porque se negou a fazer um teste de bafômetro num motorista detido, recebeu voz de prisão, acusado de crime de desobediência. “Para evitar um mal maior, tomou a iniciativa de buscar o sargento, e faria tudo novamente, mil vezes se preciso”, reafirmou.
O oficial negou,a pesar das imagens mostrarem o contrário, que tenha havido invasão da delegacia. “Na hora estava vários policiais na delegacia que tinham trazido outros presos, não houve invasão”, relatou.
Os delegados por outro lado acusam a PM de usar a força e até agredir agentes para a retirada do sargento. Inclusive, as das imagens de vídeo mostram um policial civil não chão sendo agredido, e, só não se machucou seriamente,  porque um delegado pede que os militares se afastem.
O sargento James Wendel da Silva, disse que foi humilhado e teve até arma apontada para seu rosto durante a tentativa de prende-lo. O delegado queria coloca-lo numa cela comum onde estavam outros presos. Como disse que não aceitaria, entrou em contato com outros militares que foram resgatá-lo.
Os delegados chegaram a afirmar que o sargento estava foragido, mas na manhã dessa segunda-feira estava fardado e no quartel da Companhia de trânsito.
As associações dos policiais militares e da policia civil disseram que vão procurar a Justiça para analisar o caso.

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