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Correios contabilizam prejuízos com criminalidade

Arrombamentos já ultrapassam R$ 500 mil

De janeiro de 2015 a junho de 2017, foram registrados 29 casos de roubos e furtos. O levantamento foi feito pelo sindicato da categoria que apresenta os números como forma de pedir mais segurança à empresa.

Em valores, o prejuízo passa dos R$ 500 mil, segundo o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios (Sintect). Montante levado por bandidos das centrais de distribuição de todo Estado e que totalizam 29 ocorrências entre furtos e roubos.

No último final de semana, a unidade localizada no centro de Rio Branco, na rua Floriano Peixoto, foi invadida. A direção regional dos Correios informou que foram furtados capacetes e uniformes dos carteiros. Os marginais também teriam rasgado correspondências.

No final do ano passado foi a vez da central de distribuição da Via Verde. Segundo o sindicato, cerca de R$ 400 mil em encomendas foram levados.

Mas o sindicato da categoria está preocupado, principalmente com a segurança dos trabalhadores do interior do Estado. Xapuri, Bujari e Sena Madureira são alvos fáceis do crime.

“Normalmente quando o bandido chega numa agência dos Correios, sabe que movimenta dinheiro, tem o banco postal. Então, chegam armados e hoje os Correios não estão investindo em segurança nas nossas unidades de trabalho”, afirma o secretário geral da entidade, Cleiton Nogueira.

Além da segurança dos trabalhadores, outra preocupação que a categoria levanta é o cuidado com o conteúdo que chega às unidades de distribuição. Em Rio Branco, a central da Via Verde é a única que recebe mercadorias de valor. Para evitar mais prejuízos, o sindicato defende que a empresa invista em segurança patrimonial.

“O que a gente viu nos 29 eventos que aconteceram, a maioria foi de arrombamentos. A tecnologia que os Correios usa é deficitária. Hoje é muito difícil fazer segurança com câmera a noite. A gente briga pra que tenha vigilância patrimonial durante a noite por que os Correios põe alarme, câmera, cadeado, mas o bandido está além. Ele vai desliga alarme, câmera e não há solução para os arrombamentos”, afirma o sindicalista.

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