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Equipe de tevê é agredida por policial durante ocorrência

Noite de crimes expõe nervosismo na tropa

A equipe da TV Gazeta teve o trabalho comprometido na cobertura de um assassinato ocorrido na noite desta quinta-feira no bairro Triângulo. Os jornalistas chegaram ao local antes mesmo da polícia.

Estavam fazendo o registro do crime quando uma guarnição da Polícia Militar chegou. Um policial conhecido como “Cabo Kennedy” já chegou tentando impedir a filmagem do repórter-cinematográfico Jaílson Fernandes.

A preocupação do policial era preservar a cena do crime. Mas, não havia nenhum cordão de isolamento limitando a atuação da imprensa uma vez que os jornalistas chegaram antes. “A equipe já sabe dos limites. Ninguém vai alterar a cena do crime. Não é esse o nosso trabalho. Estamos ali para mostrar o problema, inclusive o trabalho da polícia. O que não dá é para sermos praticamente impedidos de trabalhar”, afirmou o repórter Ingreson Derze que liderava a equipe da tevê.

A assessoria da Polícia Militar foi acionada. “A Polícia Militar não compactua com nenhuma interferência no trabalho da imprensa”, afirmou o assessor da corporação, Capitão Russo. “Sobre o conteúdo exibido na reportagem, o Comando da Polícia Militar informa que até o presente momento não houve nenhuma formalização de Registro de Reclamação junto à Corregedoria para apurar tais denúncias. Contudo, diante dos fatos expostos, determinará a instauração de procedimento interno, respeitando todos os direitos constitucionais dos envolvidos. Ao final, se restar comprovado que houve algum tipo de excesso, os mesmos serão devidamente responsabilizados”.

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