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Era só o que faltava para a Segurança Pública

Emylson tem oportunidade de demonstrar comando

Se existe um embate que a população não precisa é uma disputazinha paroquiana entre Polícia Civil e Polícia Militar. É um tipo de antipatia institucional importada que faz o jogo do perde-perde. Ninguém ganha com isso. Muito menos a população que já vem perdendo nessa área há algum tempo.

O secretário de Estado de Segurança Pública, Emylson Farias, tem uma excelente oportunidade de demonstrar, nesse caso, o poder do mando. O substantivo é esse mesmo: do mando. Há algumas situações em gestão que não há outra postura.

Em um cenário como o atual, como é que os comandos das duas polícias se dão ao luxo de se deixar levar por um problema pontual, paroquiano, criar uma “crise” de troca de declarações sem o mínimo interesse público?

Por mais que o governo queira, o Acre não é Bélgica. Há problemas mais urgentes para resolver. Na Segurança Pública, especificamente, há uma juventude se matando; uma juventude cujas meninas estão engravidando cada vez mais cedo; uma juventude que perdeu o encanto pela escola. Tudo isso é Segurança Pública também. Há policiais desestimulados, que andam em carros com molas e parafusos suspeitos e tanque de combustível pouco generoso.

Não está boa a situação. O cenário exige outra postura de quem comanda. E não adianta culpar “a imprensa”. Quem fala o que não deve lê o que não gostaria de ter dito. Como diriam as avós de outros tempos: “Avia, menino! Tenho mais o que fazer!”

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