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Exército faz balanço das operações em presídios

Varredura em busca de túneis e aparelhos de metal

Exército promove varredura em unidades prisionais do Estado que resulta na apreensão de mais de 1300 itens ilícitos. A medida foi um pedido do Governo do Estado e sinaliza a intenção de instalar bloqueadores de celulares em todo sistema prisional.

As imagens registradas pelos próprios militares que participaram da missão, mostram como foi a operação em três unidades prisionais do Acre. Com cães farejadores, detectores de metais e outros instrumentos, eles revistaram minuciosamente as celas e todos os ambientes onde os detentos frequentam. A varredura iniciou no dia 15, última terça-feira e só terminou nesta quinta-feira. Foram vistoriadas as unidades de Sena Madureira, Senador Guiomar e a UP4 da Capital.

A operação resultou na apreensão de mais de 1300 itens ilícitos ou proibidos. Até salas de aulas dos presídios passaram pela varredura com detectores de metais.

Participaram da ação 269 militares das forças armadas e em média, 130 integrantes dos órgãos de segurança pública e agências estaduais.
No rool de objetos apreendidos estão celulares, chips, carregadores, drogas, e armas artesanais. Na UP4 de Rio Branco, apesar dos bloqueadores de celular, foram encontrados 5 aparelhos, 4 carregadores e 6 chips.

O general José Eduardo Leal, Comandante da 17ª brigada de infantaria de selva, explicou que a operação atendeu a um pedido do governo do Estado e que o objetivo foi alcançado. “Ele elencou algumas unidades prisionais que deveriam sofrer essa varredura, e em cima do decreto presidencial e da solicitação do senhor governador do estado que nós atuamos estamos atuando e continuaremos sempre que necessário for”, disse.

Em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira, no Círculo Militar, o general Leal elogiou as forças de Segurança do Estado e afirmou o compromisso do Exército também com ações na fronteira.

A varredura nos presídios pode ter um objetivo estratégico: concluir a instalação de bloqueadores de celulares em todas as unidades penitenciárias do Estado. O secretário de segurança pública não descartou ser essa a iniciativa.

“Nós estamos pensando. Isso não está descartado de maneira nenhuma. Já temos duas unidades penitenciárias com bloqueador de sinais e a gente precisa continuar promovendo essa varredura. É uma varredura que tem que ser constante. O Exército esta concluindo aqui a última fase. Não descartamos outras situações que possamos pedir no futuro. Não descartamos de maneira nenhuma a possibilidade de avançar com bloqueador de sinais no interior do estado”, afirmou.

 

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