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Facas e celulares apreendidos na penitenciária de Sena

Material não chegou a ficar em poder dos detentos

Virou rotina. Uma vez mais, agentes penitenciários do presídio Evaristo de Moraes, em Sena Madureira, apreenderam uma enorme quantidade de telefones celulares que tinha como destino os detentos da referida unidade. Junto de mais esse carregamento de telefones, eram enviados também facas e carregadores de baterias.

De acordo com os agentes, o material proibido foi localizado do lado de dentro da muralha, mas ainda não tinha chegado às mãos dos presos. O flagrante ocorreu no momento em que um presidiário sentenciado por tráfico de drogas tentava apanhar a encomenda ao lado de um dos pavilhões.
 
De posse do embrulho, os agentes penitenciários verificaram que se tratava de uma expressiva quantidade de 13 aparelhos de celulares, carregadores de baterias, e quatro facas, uma delas de grande porte.
 
O detento que tentava apanhar os objetos pertencia a um grupo de presos beneficiados com trabalho interno, que redimia um dia de sentença a cada três trabalhados. Diante da infração considerada grave, ele e outros quatro presos, que também faziam parte do esquema, perderam o trabalho e foram transferidos para uma cela de sanção disciplinar.
 
Essa semana, outros aparelhos já tinham sido apreendidos. Segundo os agentes Penitenciários, esse tipo de incidência tem se tornado rotina por falta de vigilância nas guaritas da muralha.
 
“O IAPEN e demais órgãos de fiscalização já sabem do problema, mas até agora nenhuma providencia prática aconteceu. Enquanto isso, nós temos que conviver com essa questão rotineira”, disse. Apesar de terem redobrado a vigilância do lado de dentro, eles temem a possível chegada de armas aos presos.
 
A última apreensão acorreu ontem, terça-feira, 17, pela parte da tarde. O esquema funciona da seguinte maneira: Os comparsas em liberdade juntam celulares de viciados que trocam por droga nas bocadas e jogam por cima da muralha na tentativa de chegar aos presos, que vivem num clima de guerra entre duas facções rivais.
 
Agentes e policiais são unanimes em afirmar que eles tentam se armar para uma possível briga generalizada, o que resultaria numa carnificina dentro da unidade prisional de Sena.

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