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Filha de delator do Esquadrão pode ter sido assassinada

Polícia aceita a tese de vingança de milicianos

Passados 18 anos das prisões de membros do esquadrão da morte, aparece o primeiro crime no qual é ligado diretamente a uma vingança contra os delatores, testemunhas que ajudaram o Ministério Público a montar as denúncias contra membros da polícia e traficantes de Rio Branco que aterrorizaram a Capital nas décadas de 80 e 90.

O corpo de uma adolescente encontrado nessa segunda-feira no Rio Acre pode reacender um tema que parecia arquivado na história do estado. A adolescente morta chamava-se Natane Oliveira de 16 anos. Ela é filha do sulafricano Emmanuel Opok.

Por 4 anos ele foi motorista de Hildebrando Pascoal e, durante as prisões do membros do Esquadrão da Morte, ajudou o Ministério Público a montar a denúncia, principalmente, contra Hildebrando Pascoal.

No ano de 2012, Opok reapareceu no Acre dizendo que tinha sido esquecido pela Justiça e pelo Ministério Público. Disse ainda que foram 10 anos escondidos e nesse período tinha escapado de três tentativas de homicídio.
Agora, Opok fala em voltar para o Acre e descobrir os assassinos da filha. Natane pode ter isso morta como represália ou vingança contra Opok.

No início, quando encontraram o corpo da adolescente próximo à Ponte Metálica, no centro de Rio Branco, a polícia falava em suicídio, mas, dados preliminares do IML, apontaram para homicídio.

A garota estava com o pescoço quebrado e não havia água nos pulmões, um indicativo que tinha sido morta antes de ser jogada no rio.

Opok, não deu explicações detalhadas de quando vai chegar e como vai proceder para ajudar a polícia a encontrar os assassinos da filha.

O delegado Rêmolo Diniz disse que ainda é cedo para falar sobre a motivação do crime, mas todas as hipóteses são aceitas, inclusive a tese de que pode ser vingança de membros do esquadrão da morte. “Não podemos descartar nada. Tudo é possível. Vamos esperar o laudo o IML e investigar as pessoas que tiveram contato com a vitima”, relatou.

A policia está a procura de um homem que chegou a falar que a menina tinha se jogado no Rio Acre. O delegado acredita que ele é a chave de todo o mistério. Agora, esse crime passa a ser tratado como o primeiro caso de uma possível vingança dos membros do Esquadrão presos em 1999.

 

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